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MÍDIA NEGRA E FEMINISTA
INFORME Nº 142 JANEIRO 2017
Os estudos feministas e o racismo epistêmico
Foto: Pierre Jean-Louis

Giselle Cristina dos Anjos Santos - Partindo da discussão sobre como a ciência moderna objetificou e inferiorizou os saberes de grupos (mulheres, negros, indígenas, homossexuais, não ocidentais etc.) definidos como os outros, este artigo analisa como a área dos estudos feministas no Brasil se relacionou com o debate sobre relações raciais e com o conceito de interseccionalidade. Essa questão é relevante uma vez que o processo de racialização muda a forma como alguns grupos de mulheres vivenciam a opressão de gênero. Por meio do debate sobre a construção do campo da História das Mulheres na academia brasileira, discuto a abrangência do debate racial na produção dos estudos feministas. Este debate mostra-se relevante uma vez que existem muitas similaridades entre o campo dos estudos feministas e o dos estudos antirracistas. Assim como o sexismo epistêmico, o racismo epistêmico se constituiu historicamente enquanto um mecanismo de poder que objetiva o extermínio material e simbólico dos outros (DÍAZ, 2010). Para Ramón Grosfoguel (2011), os racismos político e econômico são expressões mais perceptíveis do que o racismo epistêmico uma vez que esse último se manifesta de forma mais velada. Apesar disto, o racismo epistêmico foi a forma fundante e a versão mais antiga do processo de subjugação, silenciamento e extermínio dos saberes e tradições dos não europeus. O racismo epistêmico esteve ligado historicamente ao sexismo epistêmico e vice-versa. Ou seja, o racismo epistêmico e o sexismo epistêmico possuem a mesma base: a instituição de um único grupo no poder como a voz da autoridade e da verdade que, por estar baseado nos paradigmas de neutralidade e objetividade, exclui a visão dos outros. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Revista Gênero, v.16, n.2, p. 7- 32, UFF, Niterói, 2016.

Penso, mas não existo: o que a ciência ocidental escondeu por muito tempo?

Por Luiz Fernandes de Oliveira - A pós o advento da Lei 10.639/03 e das diretrizes curriculares para a educação das relações étnico-raciais, uma onda debates acontece sobre currículos da educação básica. Esta onda repercute com intensidade quando os especialistas e militantes do movimento negro investem na crítica aos currículos eurocentrados que passam a ser revelados como instrumentos que invisibilizaram histórias e dinâmicas sociais milenares para justificar uma dominação colonial por vários séculos. Trataremos neste artigo, de alguns desses processos que denominamos de colonialidade. Mostrando como a Europa a partir do século XV construiu uma razão científica universal em detrimento da razão do outro, os povos colonizados. Neste processo, foi necessário invisibilizar histórias, dinâmicas sociais e fundamentar esta invisibilização com o que denominamos de racismo epistêmico. Em síntese, quando falamos em colonialidade, fazemos alusão à perspectiva teórica formulada em Quijano (2005) que propõe o conceito de “colonialidade do poder”. O termo faz alusão à invasão do imaginário do outro, ou seja, a sua ocidentalização. Mais especificamente, um discurso que se insere no mundo do colonizado, porém também se reproduz no lócus do colonizador. Neste sentido, o colonizador destrói o imaginário do outro, invisibilizando-o e subalternizando-o, enquanto reafirma o próprio imaginário. Assim, a colonialidade reprime os modos de produção de conhecimento, os saberes, o mundo simbólico, as imagens do colonizado, e impõe novos. Opera-se então, a naturalização do imaginário do invasor europeu, a subalternização epistêmica do outro não europeu e a própria negação e esquecimento de processos históricos não europeus. Essa operação pode se realizar sob várias formas, como a sedução pela cultura colonialista e o fetichismo cultural que o europeu cria em torno de sua cultura, realizando uma verdadeira aspiração pela cultura europeia por parte dos sujeitos subalternizados. Portanto, o eurocentrismo não é a perspectiva cognitiva somente dos europeus, mas também do conjunto daqueles educados sob sua hegemonia. Leia o artigo na íntegra. Luiz Fernandes, Instituto Búzios.

Atlas Histórico do Brasil [Novo]

O CPDOC/FGV acaba de lançar um Atlas Histórico Brasileiro. O projeto é resultado de uma ampla atualização e modernização do “Atlas Histórico. Brasil 500 anos”, publicado em 1998 em formato de fascículos encartados na revista “Isto É” e em CD Rom, de autoria de Bernardo Joffily. A nova versão foi produzida em uma parceria entre Bernardo Joffily, responsável pela atualização e criação de novos mapas, Mariana Joffily, historiadora, idealizadora do projeto e uma equipe de pesquisadores, técnicos e assistentes do CPDOC, que também coordenou os trabalhos de atualização da obra ora apresentada. O Atlas abrange um longo período histórico, que vai desde antes do “descobrimento” do Brasil até os dias de hoje. Esta nova edição foi enriquecida com conteúdos textuais, fotográficos, sonoros e audiovisuais identificados, principalmente, no acervo histórico do próprio CPDOC, embora inclua também documentos localizados em outras instituições. Além do acervo histórico de CPDOC, levantaram-se dados no IBGE, no IPEA, na FUNAI e em outras instituições, visando à obtenção de elementos para enriquecer os dados, gráficos e mapas apresentados no Atlas. Acesse o novo atlas. Fonte: Café História.

Achille Mbembe: “Por que julgamos que a diferença seja um problema?”

Achille Mbembe, filósofo, historiador e intelectual camaronês, é professor-pesquisador no WISER, o Instituto de Pesquisa Social e Econômica da Universidade de Witwatersrand, e é, ao lado de Felwine Sarr, organizador dos Ateliês do Pensamento (Dakar e Saint-Louis). Em entrevista, o filósofo fala sobre xenofobia, nacionalismo, o lugar do estrangeiro, os perigos de “culturas únicas” e espaços de articulação para a diferença. “A questão é: O que queremos dizer com a palavra diferença? Por que ela está tão naturalizada? E o que devemos fazer com a diferença? A premissa aqui é de que a diferença tem que ser reconhecida, aceita e ao mesmo tempo transcendida. Pois a suposição – não apenas no mundo em que vivemos hoje, mas também em períodos anteriores da história humana – é de que a diferença é um problema com o qual se precisa lidar. Então o primeiro movimento que poderíamos desejar fazer é questionar tal suposição. Por que é que achamos que a diferença é um problema? Por que ela não é simplesmente um fato da realidade? A diferença é um problema apenas se acreditarmos que a uniformidade é o estado normal das coisas. A diferença se tornou um problema político e cultural no momento em que o contato violento entre povos, por meio da conquista, do colonialismo e do racismo, levou alguns a acreditarem que eram melhores que outros. No momento em que começamos a fazer classificações, institucionalizar hierarquias em nome da diferença, como se as diferenças fossem naturais e não construídas, acreditando que são imutáveis e portanto legítimas, aí sim estamos em apuros”. Leia a entrevista na íntegra. Marina Costin Fuser | Fonte: Goethe-Institut Brasilien.

Pensamento negro e educação intercultural no Brasil

Claudilene Silva e Eliete Santiago - A despeito de a população negra constituir a maioria da população brasileira, o desejo de branqueamento do Brasil ainda invisibiliza essa população em diversos campos da sociedade, inclusive na educação. Entretanto, autoras/es referenciais no campo da pesquisa sobre Educação e Relações Raciais defendem que a população negra no Brasil sempre se preocupou com a educação de suas crianças e adolescentes expressando suas concepções e orientações. Indagamos se é possível reconhecer nas experiências educacionais negras elementos constitutivos de uma  edagogia decolonial e se práticas educativas vivenciadas por esses movimentos podem ser consideradas na gênese da luta por uma educação intercultural no Brasil. Para avançar com essas questões, utilizamo-nos de um estudo bibliográfico, e os resultados apontam que o pensamento negro em educação no Brasil dialoga com conceitos fundamentais da educação intercultural. Sua trajetória evidencia a existência de uma constante tensão entre a manutenção da lógica eurocêntrica e a proposição epistêmica dos descendentes de africanos no Brasil. Leia o artigo na íntegra. Janssen Felipe Silva | Fonte: Revista interritórios, v. 3, n. 2, 2016,UFPE.

Novas perguntas para criminologia brasileira: poder, racismo e direito no centro da roda

Felipe da Silva Freitas - O presente trabalho discute como o pensamento criminológico vem se articulando com a agenda genocida contra o povo negro no Brasil. A partir da análise dos discursos contemporâneos da criminologia crítica acerca da seletividade do sistema penal, buscaremos enfatizar as principais rupturas e permanências entre os discursos criminológicos críticos e as práticas políticas no campo jurídico penal. O objetivo do estudo é aprofundar uma análise sobre punitivismo no Brasil, relacionando-a com o debate sobre racismo, produção do conhecimento criminológico e funcionamento do campo jurídico nacional. O trabalho articula as discussões sobre relações raciais já realizadas no campo da sociologia e da criminologia com as perspectivas políticas e analíticas do movimento negro, principal ator social na denúncia do racismo como gerador de assimetrias na sociedade brasileira. O principal destaque do texto é o apontamento dos privilégios das pessoas brancas no campo da criminologia crítica como fator determinante na manutenção das desigualdades raciais e das interdições epistemológicas do campo. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Cadernos do CEAS, Salvador, n. 238, p. 488-499, 2016.

Trabalhadores negros e “paradigma da ausência”: contribuições à história social do trabalho no Brasil

Álvaro Pereira Nascimento - O artigo reabre o debate em torno do “paradigma da ausência” na produção historiográfica dos mundos do trabalho. Os historiadores que analisaram os trabalhadores pobres e o movimento operário raramente dialogaram com especialistas em escravidão. Mesmo quando investigam o século XX, pouco incluem sujeitos negros – mulheres, crianças, homens – em suas pesquisas. Foram os especialistas em escravidão e pós-abolição os que mais avançaram em direção ao debate e contribuíram para a visibilidade desses sujeitos históricos. O artigo aponta ainda os problemas trazidos por essa ausência e sugere alguns caminhos metodológicos de mudança. Estas questões, para não irmos ainda mais longe, estão distribuídas no tempo nas inquietações da sociologia de Oracy Nogueira (Maio, 2000), Florestan Fernandes (2008) e seus orientandos, ao incluírem a herança da escravidão e o racismo na centralidade das suas análises, passam pela crítica refinada e cirúrgica de Carlos Hasenbalg (1979) à geração anterior, e alcançam alguns historiadores posteriormente, principalmente na década de 1980, quando Sheldom Maram (1979), Emilia Viotti da Costa (1982), Sidney Chalhoub (1986), Gladys Ribeiro(1990), Lúcio Kowarick (1987) e outros incluem trabalhadores negros e negras nos debates acerca do trabalho livre. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Revista Estudos Históricos, v. 29, n. 59, CPDOC/FGV, 2016.

As interpretações dos contemporâneos sobre as causas da Cabanagem e o papel do Parlamento

André Roberto de A. Machado - O objetivo deste artigo é destacar interpretações sobre as causas da Cabanagem feitas por contemporâneos dessa revolta. O texto demonstra que muitas dessas interpretações colocavam as ações do Parlamento entre as razões da revolta. Os próprios parlamentares julgaram que os limites de suas ações, fosse para integrar a província, fosse para lhe dar maior autonomia, precipitaram a revolta no Pará. Também se resgatam interpretações que não faziam uma associação direta com o Parlamento, como a ideia de que a Cabanagem era uma guerra de raças. No entanto, demonstra-se que, por trás de uma suposta “guerra de raças”, estava a tensão em torno da regulação do trabalho dos indígenas na província, tema no qual as ações e omissões de deputados e senadores teve importância capital. Trazer o Parlamento para o centro desse debate ajuda a compreender as disputas internas na província e talvez ilumine, em alguma medida, por que esse conflito ganhou força durante o período da Regência. Na verdade, apenas a Cabanagem e a Farroupilha ocuparam um grande espaço na agenda do Parlamento, algumas vezes monopolizando os debates por dias, ao longo de vários anos. A Balaiada, por exemplo, apesar de ter ocor-rido em uma província muito mais rica que o Pará, não despertou a mesma comoção entre deputados e senadores, sendo apenas algumas vezes citada. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Revista de História da USP, edição: 175, p. 281-317, jul.dez., 2016.

Uma revolta de escravos africanos durante a guerra de independência na Bahia sob o olhar da história social

Antonio Cleber da Conceição Lemos - Através de um olhar sobre uma revolta de escravos ocorrida durante a Guerra de Independência na Bahia, sendo que esta foi considerada por boa parte da tradição historiográfica sobre a Guerra como tendo sido induzida pelos portugueses, o presente trabalho objetiva, através dos pressupostos teóricos da “história vista de baixo”, discutir os limites possíveis para se pensar a autonomia de ação rebelde dos escravos africanos durante o contexto dessa Guerra. Especificamente, o texto realiza uma exposição dos argumentos dessa tradição historiográfica acerca da dita rebelião, além de refletir como alguns conceitos da história social podem provocar questionamentos sobre as afirmações dessa tradição historiográfica, bem como procura iniciar uma discussão de como a população escrava pôde ter se apropriado do momento histórico da Independência na Bahia. A luta pela liberdade também foi uma questão embutida pelos escravos na Guerra de Independência. Entre as ações de rebeldia escrava figurou um levante que aconteceu durante os embates entre as tropas brasileiras e portuguesas em Pirajá, nas imediações de Mata Escura e Saboeiro, Cidade do Salvador, na data de 19 de novembro de 1822, no calor da guerra. Nesse confronto, “cêrca de 200 africanos escravos atacaram as posições dos independentes”12 , por volta de 50 escravos foram fuzilados e o general Labatut ordenou o açoitamento do restante. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Revista Eletrônica Discente História.Com, v.3, nº 6, 2016, UFRB.

25 anos de leis de cotas na América Latina: Um balanço da participação política das mulheres

Por Lucía Martelotte - Nas últimas duas décadas, a maioria dos países da América Latina sancionou leis de cotas para reduzir as desigualdades de gênero na arena política e assegurar o efetivo cumprimento dos direitos políticos das mulheres. O funcionamento e a efetividade desses mecanismos têm variado em função de seu desenho normativo e de seu vínculo com o sistema eleitoral. Apesar dos progressos obtidos, porém, ainda há grandes desafios a enfrentar. Diante dessa situação, o debate sobre a participação política das mulheres tem evoluído na direção das cotas para a paridade. Essa discussão, contudo, não deve ser abordada numa perspectiva apenas numérica e restrita à esfera pública, mas vinculada com as outras duas dimensões da autonomia das mulheres (física e econômica), já que, somente quando forem garantidas as condições para uma plena autonomia das mulheres, será possível alcançar democracias paritárias. Leia o artigo na íntegra. Fonte: SUR, Revista Internacional de Direitos Humanos, dez/2016.

Sonia Correa: A categoria mulher não serve mais para a luta feminista

Por Laura Daudén e Maria A.C. Brant - “Eu tenho muitos problemas com a categoria ‘mulher’.” Foi com essa ressalva crítica que a pesquisadora brasileira Sonia Correa, fundadora de algumas das organizações mais importantes na luta pelos direitos sexuais e reprodutivos do Brasil, como a SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia, concordou em ser entrevistada para a SUR 24. A partir daí, seguiu-se uma aula sobre como o movimento feminista trabalhou nos últimos 40 anos, pelo menos, para desvincular o feminismo da experiência exclusiva das mulheres. Citando Gayle Rubin, Judith Butler e Anne Sterling – referências fundamentais para entender o debate -, Correa discorre sobre a “restauração conservadora” em todo mundo. Sua atuação – em grande medida, pioneira – em fóruns internacionais também transborda nas análises críticas sobre o papel dos países emergentes no debate global sobre direitos sexuais e reprodutivos. Leia a entrevista na íntegra. Fonte: SUR, Revista Internacional de Direitos Humanos, dez/2016.

Resenha: Feminismo Transnacional - uma lente para o Anti-Orientalismo

Mariana Falcão Chaise - O Orientalismo de Edward Said trouxe um importante aporte ao debate pós-colonial, tanto à crítica epistemológica das formas de produzir conhecimento quanto à denúncia das assimetrias globais de poder. Acadêmicas posteriores como Mohja Kahf, Lisa Lowe, Meyda Yeğenoğlu e Reina Lewis apontaram o que se convencionou chamar "Orientalismo de gênero": a representação estereotipada da "mulher oriental" a partir de lentes europeias e - especialmente - a representação desta mulher como oposição à "mulher ocidental". O mesmo Orientalismo, porém, trouxe consigo um importante desafio para os estudos feministas, assinalado pela antropóloga Lila Abu-Lughod, em Do muslims women need saving?, no sentido de pensar o feminismo em uma conjuntura global: feministas árabes e muçulmanas, especialmente aquelas que escrevem em inglês ou em francês, ao lançarem denúncias relativas a suas sociedades e governos, em um contexto de continuada hegemonia ocidental, podem incorrer no discurso orientalista; da mesma maneira, feministas europeias e norte-americanas, ao aceitarem o discurso dos direitos humanos universais, fazendo críticas ao que elas percebem como "a opressão da mulher oriental", podem contribuir para a legitimação de práticas políticas danosas. A razão disto é reiteradamente apontada pela autora: "Nós nos tornamos politizados sobre raça e classe, mas não cultura". Leia a resenha na íntegra. Fonte: Revista Estudos Feministas, vol.24, no.3, Florianópolis set./dez. 2016.

EXPEDIENTE

MÍDIA NEGRA E FEMINISTA
Boletim Eletrônico Nacional
Periodicidade: Mensal

EDITOR
Valdisio Fernandes

EQUIPE
Allan Oliveira, Aderaldo Gil, Atillas Lopes, Ciro Fernandes, Enoque Matos, Erica Larusa, Eva Bahia, Guilherme Silva, Kenia Silva, Lidianny Fonteles, Lúcia Vasconcelos, Luciene Lacerda, Luiz Felipe de Carvalho, Luiz Fernandes, Marcele do Valle, Marcos Mendes, Mariana Reis, Ronaldo Oliveira, Mônica Lins, Silvanei Oliveira.

COLABORADORES
Marcelo Gonzaga, Juciene Santos, Elenice Semini.

CONTATO
buzios@institutobuzios.org.br
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