INSTITUTO BUZIOS
INSTITUIÇÃO  |  BOLETIM    |   PUBLICAÇÕES   |   GALERIAS   |   IMAGENS   |   PERSONALIDADES  | VÍDEOS






Movimento Negro
Movimento de Mulheres
Meio Ambiente
 
 
MÍDIA NEGRA E FEMINISTA
ANO XIV - Nº 165 DEZEMBRO 2018
Encontro Nacional de Mulheres Negras: 30 Anos de Empoderamento e Articulação Política

[Cartaz oficial - Arte: J. Cunha]

O Encontro Nacional de Mulheres Negras celebra 30 anos em 2018. O evento ocorrerá entre os dias 6 e 9 de dezembro, no Centro de Convenções da PUC em Goiânia-GO. Tema: “Contra o Racismo e a Violência e Pelo Bem Viver – Mulheres Negras Movem o Brasil”. A expectativa é que o encontro reúna cerca de mil ativistas negras. O encontro nacional será mais um momento histórico na trajetória do movimento de mulheres negras no Brasil, que ousou em 1988 enfrentar o racismo, o sexismo e todas as formas de opressão, a partir da organização própria, autônoma e protagonista das mulheres negras. Desde março deste ano, as ativistas realizaram encontros nos seus estados, refletindo sobre como estão os seus direitos, as políticas públicas para o povo negro e a luta por equidade racial. A ativista do movimento negro e ícone na luta por direitos civis nos EUA e no mundo Ângela Davis, ex-pantera negra, juntamente com a filosofa Sueli Carneiro, um dos mais importantes nomes da luta antirracismo no Brasil, confirmaram participação como palestrantes. Elas se somarão a diversas lideranças do feminismo negro de todo o Brasil. Benilda Brito, do Instituto Odara e ex-membra do Grupo Assessor da Sociedade Civil Brasil da ONU Mulheres, salienta: “Rever 30 anos é muita ousadia, é muita resiliência, é muita coragem. Historicamente, nós, mulheres negras, sempre estivemos em movimento. Em lugares de denúncias. Em lugares de embates. Em lugares políticos, como irmandades, terreiros, universidades ou espaços políticos”. A ativista comentou que o ano de 2018 trouxe registros significativos: 130 anos da Abolição da Escravatura, 80 anos do voto feminino, 30 anos da Constituição Federal, 40 anos do Movimento Negro Unificado (MNU). “Quero lembrar, ainda, a Década Internacional de Afrodescendentes que não veio à toa. Essa proposta da ONU, do 50-50 [iniciativa global da ONU Mulheres pela paridade de gênero no contexto da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável] também é importante para nós”. A historiadora Wânia Sant´Anna lembra o trabalho da comissão organizadora do I Encontro Nacional de Mulheres Negras, de 1988, da qual fez parte, e o processo de conflitos com os movimentos feminista e negro à organização política do movimento de mulheres negras. “Ter incidência no movimento feminista branco não foi tarefa fácil. Nós, mulheres negras, éramos poucas, éramos companheiras, tínhamos divergências, mas chegávamos juntas. Foi por isso que tivemos um encontro nacional de mulheres negras. Teve compromisso. E vai ter unidade na luta conosco”, afirma. Regina Adami, do Comitê Nacional Impulsor da Marcha das Mulheres Negras, pela AMNB, e membra do Comitê Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030, sugeriu “que no final do nosso Encontro Nacional de Mulheres Negras 30 Anos, tenhamos uma carta à Nação brasileira de que país nós queremos, de que perspectiva olhamos o mundo. Estamos juntas e seguindo em marcha. Estamos por nossa própria conta. Nossos encontros preparatórios regionais foram viabilizados por nós, como foi há 30 anos e na Marcha das Mulheres Negras”, completou. A iniciativa conta com o apoio do Fundo de Investimento Social Elas e da ONU Mulheres Brasil. A campanha de financiamento coletivo na web teve como mobilizadoras online as defensoras dos direitos das mulheres negras da ONU Mulheres Brasil, Kenia Maria e Taís Araújo, e da embaixadora da ONU Mulheres Brasil, Camila Pitanga. Acesse a página do evento. Fonte: Organização do Encontro.

A força do feminismo negro para promover mudanças

Por Isabella Marinelli e Anna Laura Moura - As pautas deste movimento avançaram, mas ainda há muito o que conquistar. Protagonistas dessas transformações avaliam o que passou e o que virá. O conceito de interseccionalidade indica as diversas opressões que um grupo pode sofrer de acordo com suas condições sociais e de identidade. No caso das mulheres negras, há pelo menos duas forças de repressão associadas, a do machismo e a do racismo. “Essa estrutura de preconceito as coloca como vítimas prioritárias de muitas violências, desde a doméstica até o abuso policial. São as que estão no front”, explica Carla Akotirene, mestre em estudos de gênero pela Universidade Federal da Bahia e autora de O Que É Interseccionalidade? (Letramento e Justificando). Ela ressalta no livro a importância de tornar mais plural a articulação do movimento feminista. “Não podemos esquecer que a marcação racial é determinante para a vivência dessas mulheres”, diz. Atualmente, há um fator acrescentado ao mecanismo, desta vez beneficiando a multiplicidade das visões: a internet, que possibilitou o cyberativismo. A quarta onda do feminismo traz garotas cada vez mais jovens que se tornam vozes fortes na luta pela igualdade de direitos e combate ao racismo. Antes mesmo de chegarem às esferas do macro, elas geram revoluções na vida de suas seguidoras. Leia a matéria na íntegra . Fonte: CEERT.

Catharina Rocha: raça e classificações no Brasil

Catharina Rocha, formada em comunicação social - jornalismo pela Universidade Paulista (Unip) e autora do projeto "Tons do Brasil" sobre identificação racial e colorismo, escreveu para o Alma Preta sobre as dificuldades de abordar a temática racial no país. Em censos, questionários e formulários que analisam e relatam sobre a identidade racial do brasileiro, cinco são as categorias apresentadas: branco, preto, pardo, amarelo ou indígena. É muito possível que você conheça um ou dois casos de pessoas que se autodeclaram com uma categoria, porém são vistas por determinada parte da sociedade de outra forma. Isso é muito comum entre os chamados “mestiços”, pessoas que são frutos, diretos ou indiretos, de relacionamentos inter-raciais (que se consistem na reprodução entre duas raças ou mais). A discriminação racial existe e é uma realidade no Brasil e no mundo. Tal discriminação tem base na questão da diversidade e, dentro dela, as escalas de cor e tonalidade da pele possuem grande relevância. Logo, para mensurar os problemas causados na sociedade pela discriminação racial, os censos são de grande importância na análise desses fenômenos sociais. De acordo com o cientista político e atual pesquisador do IBGE, Leonardo Athias, em sua mais recente pesquisa “Investigação étnico-racial no Brasil: entre classificação e identificação”, de 2018, “a identificação étnico-racial é uma interação social e socialmente construída, está carregada de subjetividade, pois é uma maneira de se perceber e perceber os outros. Trata-se, finalmente, de um fenômeno que é influenciado por diversos fatores, uns ligados à história individual, outros ao contexto da classificação”. Leia a matéria na íntegra. Fonte: Alma Preta.

Antonio Negri: Primeiras observações sobre o desastre brasileiro

O caminho democrático para o fascismo - Tornou-se uma observação precipitada que todo poder seja “poder de exceção”. Pena que esta afirmação não explica a diferença entre um regime fascista e um regime constitucional. Não há nenhuma diferença, replica aquele que afirma a normalidade da “exceção”. Que vá então explicar aos cidadãos brasileiros que aguardam a posse de Bolsonaro e ouvirá a resposta: “Tu estás louco!”. A respeito do que aconteceu no Brasil, deve-se notar, em primeiro lugar, o fato de que o fascismo chegou não através de um “golpe de Estado” clássico (desde fora das instituições democráticas), através da “exceção” (como mais ou menos aconteceu com os fascismos latino-americanos até Pinochet), mas desde dentro do processo constitucional; não através de uma ruptura com a ordem constitucional, mas através da construção constitucional de uma nova legitimidade. Em segundo lugar, estou convencido de que o governo fascista brasileiro não exercerá o poder através de uma mutação externa e violenta do regime constitucional, mas sim através de uma atenuação suave (exceto contra a população negra) das liberdades civis e da governance existente na Constituição. Ou seja, através da colocação em movimento de um tipo de “poder constituinte”, dentro da governance – funcional, absorvido nela e capaz de determinar profundas modificações no tecido constitucional. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Revista Cult.

O Estado Democrático de Direito e o Judiciário

No dia 5 de dezembro de 2018 será lançado, em São Paulo, o livro Direitos Humanos no Brasil 2018, que reúne 32 artigos de 22 autoras e 19 autores que atuam em movimentos populares, organizações não governamentais ou na área de pesquisa e analisam como está a aplicação da Declaração Universal dos Direitos Humanos e da Constituição Federal. Este artigo de Kenarik Boujikian, cofundadora e ex-presidenta da Associação Juízes para a Democracia, desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo, é um dos que compõem o livro e discute o papel do judiciário na democracia. Índice de Confiança na Justiça no Brasil –ICJBrasil, produzido pela FGV, que mostra que de 2013 para cá, a confiança no Judiciário caiu 10 pontos percentuais, passando para 24% em 2017. O Ministério Público não está em melhores condições: em 2014, o índice era de 50% e caiu para 28% em 2017. Pesquisa da Datafolha indica a percepção majoritária do povo brasileiro em todas as variáveis demográficas: 92% da população avalia que a justiça brasileira trata melhor os mais ricos do que os pobres. Portanto, forçoso concluir que a imagem que o povo brasileiro tem do judiciário é que magistrados não estão se subordinando à vontade do povo soberano. Vontade constitucional popular não se confunde, de maneira alguma, com vozes e gritos das ruas, com clamor popular, ou o que a vontade televisiva e midiática diz ser tal vontade. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Le Monde Diplomatique Brasil.

Opinião | Samuel Pinheiro Guimarães: Dois projetos para o Brasil

Dois projetos para o Brasil se confrontam desde 1930, se alternaram no Poder desde então. O primeiro, é o projeto do "Mercado". É o projeto dos muito ricos, dos megainvestidores, das empresas estrangeiras, dos rentistas, dos grandes ruralistas, dos proprietários dos meios de comunicação de massa, dos grandes empresários, dos grandes banqueiros, e de seus representantes na política, na mídia e na academia. É o projeto de uma ínfima minoria do povo brasileiro. E de retorno, simultaneamente, aos valores sociais do Brasil do Século XIX, de opressão da mulher, de discriminação racial, de exploração total do trabalhador, da violência policial contra os pobres e trabalhadores, de privilégio aos poderosos, de educação e cultura censuradas e restritas, de economia e atraso agroexportador, de não industrialização, de total domínio do sistema político pelos mais ricos. A estratégia para o Brasil, para a enorme maioria do povo brasileiro, não pode ser uma estratégia simplista, definida por iluminados radicais, de controle absoluto da inflação, de metas fiscais extremas, de demolição do Estado, de desregulamentação geral, de abertura radical da economia, de redução do custo do trabalho, isto é, de redução de salários e de direitos do trabalhador, de alinhamento com os Estados Unidos, em resumo, de total liberdade ao capital, que chamam de Mercado. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Pravda.

Sobre história e os novos rompimentos democráticos

Entrevista com a historiadora Beatriz Gallotti Mamigonian – Doutora em História pela University of Waterloo, Canadá, na área de História da Escravidão Comparada e da Diáspora, Beatriz Mamigonian é conhecida por seus trabalhos envolvendo escravidão, trabalho escravo, africanos livres, tráfico negreiro, abolição e diáspora africana. Hoje, a professora é coordenadora do Programa de Pós Graduação em História da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), desenvolve o projeto de pesquisa “A liberdade precária, as condições degradantes e as fronteiras da escravidão” e colabora com equipes da UFPR e da UFPel no projeto “Afrodescendentes na região Sul: biografias, trajetórias associativas e familiares”. Desde 2016, colabora na organização do movimento/coletivo Historiadores pela Democracia, tendo organizado com Hebe Mattos e Tania Bessone a coletânea “Historiadores pela Democracia: o golpe de 2016 e a força do passado”. Em 2017, lançou pela Compahia das Letras o livro “Africanos Livres. A Abolição do tráfico de escravos para o Brasil”. Leia a entrevista. Fonte: Revista de História Bilros, v. 6, n. 12, 2018.

O privilégio branco no controle da informação no Brasil e o racismo

A polêmica sobre o lançamento do crowdfunding promovido pelo youtuber negro Spartakus Santiago reforça a necessidade de discutirmos a pauta “comunicação e negritude” por um viés que vá além da questão da representação, incorporando à agenda o controle sobre os meios de produção dos conteúdos e a apropriação tecnológica. Do ponto de vista histórico, é preciso levar em conta que o racismo, como estruturante da sociedade brasileira, impediu ao longo de séculos (e segue impedindo) que negros tenham acesso a recursos que viabilizem sua própria comunicação. E este não é exatamente um debate novo, já que remonta, pelo menos, ao início do século XX, quando grêmios e associações recreativas formadas por negros buscavam financiar a expansão da chamada imprensa negra no Brasil. Na Internet, a presença de negros produtores de conteúdo tem aumentado significativamente nos últimos anos – ainda que o acesso à internet continue sendo desigual entre brancos e negros. E uma das possíveis explicações para isto é o aumento do capital cultural, que se produz por alguma ascensão econômica e pela entrada de mais negros nas universidades. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Intervozes.

Religião e Política: como os evangélicos estão a dominar a América Latina

Por Donizete Rodrigues - O crescimento político dos evangélicos pode ser explicado pela forte reação ao ateísmo e aos avanços dos movimentos feministas, de identidade de género, que põem em causa o modelo ‘ideal’ de família. A questão é deveras complexa e de difícil compreensão. Por isso, o meu propósito nesta crónica é apenas explicar o termo evangélico-pentecostal e tecer algumas considerações sobre a força política e económica (forças que estão sempre relacionadas) deste grupo religioso. Comecemos pela explicação do termo evangélico atualmente utilizado: não incluindo os protestantes históricos, nascidos na Reforma do século XVI, refere-se aos pentecostais e neopentecostais, movimentos de reavivamentos religiosos que surgiram nos Estados Unidos, no início e meados do século XX, respectivamente. É pertinente fazer o seguinte esclarecimento: sociologicamente, os líderes e a membresia (palavra bonita para fiéis) das igrejas neopentecostais não são a mesma coisa. Os fiéis querem salvar as suas próprias almas, mas o principal plano na terra das lideranças das igrejas, mais do que salvar almas, é adquirir poder económico e político, duas esferas que se autoalimentam: tendo uma assegura-se a outra. Resumindo, as principais igrejas pentecostais – no Brasil, Assembleias de Deus e IURD – têm um fortíssimo projeto de poder. A teologia da prosperidade introduz uma racionalidade económica – make money — e garante uma melhoria de vida dos seus seguidores, mas quem fica milionário são os líderes. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Observador.

A produção literária feminina em destaque

Por Ivani Cardoso - Um projeto que valoriza faz análise crítica e valoriza a literatura produzida pelas mulheres é o tema da entrevista com Juliana Gomes, do Leia Mulheres nessa edição do Publishings Perspectives Inovação, a newsletter da Feira do Livro de Frankfurt. O Leia Mulheres, criado em 2015, abriu um espaço de leitura crítica e discussão da literatura produzida por escritoras. Juliana Gomes se entusiasmou com o projeto da hashtag #readwomen2014 e convidou as amigas Juliana Leuenroth e Michelle Henriques para fundarem um clube de leitura. Deu tão certo que a ideia foi crescendo com rapidez, e depois de São Paulo e Rio de Janeiro apareceram muitos seguidores em outras cidades. Hoje o Leia Mulheres funciona em 25 Estados com eventos em livrarias, centros culturais e bibliotecas. Juliana revela que o projeto está chegando em Portugal e outras novidades. “Os encontros acontecem em mais de 100 cidades e quase todos mensalmente. Devemos ter os números dos últimos anos três anos em breve. Até o início de 2018, 78 livros foram selecionados pelo projeto. Em breve, faremos um levantamento dos títulos incluídos ao longo do ano. Como vários grupos são abertos durante o ano, e cada cidade tem autonomia para decidir o que lê, as informações podem variar bastante de um ano para o outro”, informa Juliana Gomes. Leia a íntegra da entrevista. Fonte: Leia Mulheres.

Africanidades, Afrobrasilidades e Processo (Des)Colonizador: Contribuições À Implementação da Lei 10.639/03

Maria de Fátima Garcia e José Antonio Novaes da Silva - Livro Africanidades, afrobrasilidades e processo (des)colonizador: contribuições à implementação da Lei 10.639/03. Nesses tempos de tantos retrocessos que atingem os direitos das brasileiras e dos brasileiros, precisamos muito de produções teóricas com esse teor e com as novidades das análises aqui presentes. Necessitamos de mais obras alicerçadas em um conhecimento emancipatório e descolonizador. A articulação entre africanidades, afrobrasilidades e processo descolonizador traz para a leitora e o leitor o contato com abordagens teóricas que focam os saberes e as tecnologias africanas, os pensadores africanos e brasileiros ainda pouco reconhecidos no campo das humanidades e das ciências sociais, as confluências entre pedagogias decoloniais e os estudos sobre relações étnico-raciais, a saúde da população negra relacionada ao ensino de ciências, as discussões sobre a educação dos povos quilombolas e as análises sobre o feminismo negro. A diversidade de temáticas aqui abordadas possui um eixo comum: o processo des(colonizador) e as contribuições para a implementação da alteração da LDB, Lei 9394/96, pela Lei 10.639/03. Leia e faça download do livro. Fonte: UFPB.

A obra de Colson Whitehead e os caminhos de uma liberdade em curso

Há vinte e quatro anos, um jovem, recém-formado e “quebrado” Colson Whitehead veio parar em solo brasileiro, já com a semente de The Underground Railroad em mente — livro que lhe renderia, tantos anos depois, seis prêmios, entre eles o Pulitzer 2017. Precisava conhecer esse país fundado na escravidão e também o último da América a abrir mão dela, mesmo que fosse, afinal, para escrever sobre o seu próprio. Talvez porque as raízes (assim como as cicatrizes), desses períodos cá e lá guardam tantas semelhanças — no centro, um racismo estrutural e arraigado, que Whitehead revelou não só ao narrar as crueldades da escravidão e seus mecanismos de manutenção, como também ao construir pontes e referências com a atualidade. “O livro se passa em 1850, mas muitas das estruturas de poder e os sistemas de opressão estão ainda operando de formas diferentes. Então se você der um passo para trás, você está falando de senhores e escravos, ou colonizadores e colonizados, realeza e camponeses… essa dinâmica de poder tem formado não só a história americana como a história do mundo. Eu estava muito ciente enquanto escrevia de que estava falando sobre sistemas que estão por aí há muito tempo e vão continuar operando ainda por muito tempo”. Leia a matéria na íntegra. Fonte: Ópera Mundi.

EXPEDIENTE

MÍDIA NEGRA E FEMINISTA
Boletim Eletrônico Nacional
Periodicidade: Mensal

EDITOR
Valdisio Fernandes

EQUIPE
Allan Oliveira, Aderaldo Gil, Aline Alsan, Atillas Lopes, Ciro Fernandes, Enoque Matos, Eva Bahia, Guilherme Silva, Graça Terra Nova, Kenia Silva, Keu Souza, Josy Andrade, Josy Azeviche, Lúcia Vasconcelos, Luciene Lacerda, Lucinea Gomes de Jesus, Luiz Felipe de Carvalho, Luiz Fernandes de Oliveira, Marcele do Valle, Marcos Mendes, Mariana Reis, Ricardo Oliveira, Ronaldo Oliveira, Mônica Lins, Silvanei Oliveira.

COLABORADORES
Juciene Santos, Erica Larusa.

CONTATO
buzios@institutobuzios.org.br
Mídia Negra e Feminista no Facebook
 
site search by freefind
 
 
INSTITUIÇÃO  |  BOLETIM    |  PUBLICAÇÕES   |   GALERIAS   |   IMAGENS   |   PERSONALIDADES  |   FALE CONOSCO
Rua Professor Isaias Alves de Almeida 222, Ed. Chapada dos Guimarães, Sala-34B - Costa Azul / CEP: 41.760-120 / SalvadorBa Tels: (71) 9102-3139 - 3342-4707
This site is copyright © Instituto Búzios
By Designer Charles Santana 2009. Instituto Buzios