INSTITUTO BUZIOS
INSTITUIÇÃO  |  BOLETIM    |   PUBLICAÇÕES   |   GALERIAS   |   IMAGENS   |   PERSONALIDADES  | VÍDEOS






Movimento Negro
Movimento de Mulheres
Meio Ambiente
 
 
MÍDIA NEGRA E FEMINISTA
INFORME Nº 161 AGOSTO 2018
Lançamento | 1798 Revolta dos Búzios: O Filme
Direção de Antonio Olavo
O filme é um marco histórico na memória da Revolta dos Búzios. Um dos mais importantes acontecimentos da história do Brasil finalmente será tema de um filme. Trata-se de um movimento conspiratório ocorrido na Bahia em 1798, protagonizado por dezenas de homens negros que planejaram um Levante com o objetivo de derrubar o governo colonial, proclamar a independência e implantar uma República democrática, livre da escravidão. Esse episódio cruzou a linha do tempo e recebeu diversas denominações, entre elas Revolta dos Búzios, Revolução dos Alfaiates e Conjuração Baiana. Este ano de 2018, celebra-se os 220 anos da eclosão do movimento, que foi deflagrado no amanhecer de um domingo, 12 de agosto de 1798, quando surgiram afixados em pontos de grande movimentação da cidade, papéis manuscritos que em nome do "Poderoso e Magnífico Povo Bahiense Republicano”, chamavam o povo para fazer uma revolução, onde haveria igualdade entre os homens pretos, pardos e brancos, salários dignos para os soldados e comércio livre entre as nações. O filme 1798 REVOLTA DOS BÚZIOS é um documentário longa metragem produzido pela PORTFOLIUM Laboratório de Imagens e tem a direção do cineasta baiano Antonio Olavo. Seu lançamento será dia 13 de agosto às 20h na Sala Walter da Silveira (Biblioteca Central do Estado da Bahia - Barris), com entrada franca (limitada a lotação da sala). O documentário foi selecionado no Edital de Fomento à Produção Audiovisual Baiana 2014 promovido pelo Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia - IRDEB, através da Chamada Pública 01/2014 do Programa Brasil de Todas as Telas da Agência Nacional do Cinema - ANCINE. Este é o quinto longa-metragem dirigido por Antonio Olavo, também autor de Paixão e Guerra no Sertão de Canudos (1993), Quilombos da Bahia (2004), Abdias Nascimento Memória Negra (2008) e A Cor do Trabalho (2014). É dele também o roteiro, extraído dos “Autos da Devassa”, fonte primária de grande valor, com mais de duas mil páginas que detalham minuciosamente o processo de 1798. Leia a matéria completa. Fonte: Portfolium.

Quilombolas lutam por política de gestão para seus territórios

Em oficina que reuniu mais de 60 lideranças em Brasília (DF), quilombolas amadureceram diretrizes para uma Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Quilombos. O encontro realizado em Brasília (DF) entre os dias 23 e 25 de julho, reuniu mais de 60 lideranças quilombolas, que debateram um documento de diretrizes feitas por elas mesmas para esta política, ainda em fase de elaboração. Foi a última etapa de um processo que durou sete meses, atravessando as cinco regiões do país e seus diferentes biomas, com oficinas em sete territórios quilombolas. Durante o evento revelar iniciativas exitosas de gestão, como os Planos de Gestão Territorial e Ambiental das comunidades quilombolas do Jalapão (TO) (veja aqui) e os Protocolos de Consulta elaborados por territórios no Pará. Leia a matéria completa. Fonte: Combate o Racismo Ambiental.

O programa Brasil-África na construção da ideia de diáspora africana

Por Valter Roberto Silvério - A aprovação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana tem sido analisada do ponto de vista interno, como a forma das novas gerações de brasileiros tomarem contato com a história de suas origens africanas que tem sido negligenciada e, portanto, reproduzindo certa concepção de que parcela da população brasileira é composta de povos sem história. No entanto, o volume IX da História Geral da África, o qual se preocupa com a diáspora africana, somado aos oito volumes anteriores, tem como objetivo propiciar às novas gerações a possibilidade de ter contato com a história dos descendentes de africanos fora do continente. Além de ser uma continuidade da História Geral da África, o volume em elaboração resitua aquela história em âmbito global, questionando as histórias mundiais que omitem, ou não valorizam de forma adequada, a contribuição dos africanos para a humanidade. No caso brasileiro, o nono volume pode representar um estímulo para uma nova agenda de pesquisas na área das ciências em geral, e em especial nas humanidades, abrindo novos horizontes para pensar os descendentes de africanos, que foram escravizados, como parte de uma diáspora que tem lutado para reconstruir o seu passado, desconstruindo preconceitos, afirmando o seu presente combatendo discriminações, nos diferentes contextos nacionais, e projetando um futuro no qual sua humanidade seja reconhecida não como um problema, mas como parte de um mundo onde não mais haja espaço para processos de racialização de diferenças inatas. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Revista Novos Olhares Sociais, v. 1, n. 1, 2018, UFRB.

Audiência pública debate descriminalização do aborto [Assissta os vídeos na integra]

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, encerrou a audiência pública sobre a descriminalização da interrupção voluntária da gravidez até a 12ª semana de gestação. Hoje, a prática só é permitida em três casos no Brasil: gravidez resultante de estupro, risco de vida à mãe e feto anencéfalo. As sessões se estenderam ao longo de dois dias, quando foram ouvidos 60 especialistas do Brasil e do exterior, entre eles pesquisadores de diversas áreas, profissionais da área de saúde, juristas, advogados e representantes de organizações da sociedade civil de defesa dos direitos humanos e entidades de natureza religiosa. Ao longo desses dias de audiência pública sobre o tema, 50 entidades médicas, religiosas e jurídicas, além de movimentos sociais, fizeram suas exposições, das quais 32 se manifestaram a favor da descriminalização, 16, contra e dois não deixaram clara sua posição. As reuniões servirão para embasar a decisão dos ministros sobre a ADPF 442 e a constitucionalidade da lei em vigor. Não há previsão para conclusão do processo, mas, segundo uma das advogadas autoras da ação, Luciana Boiteux, o prazo de conclusão para ações do tipo (arguição de descumprimento de preceito fundamental) é de cinco a oito anos a partir do ingresso da ação inicial, o que, neste caso, ocorreu em 2017. "Mas acredito que, pela repercussão, o julgamento da nossa ação ocorra antes disso", declarou. Assista os vídeos das audiências: http://www.tvjustica.jus.br/index/detalhar-noticia/noticia/385972. Fonte: TV Justiça.

STF encerra debate sobre descriminalização do aborto, sem data para votação

Terminou na noite do dia 06 de agosto a audiência pública (iniciada em 03/08) convocada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), para elaborar relatório do julgamento da ação que visa a declarar inconstitucionais os artigos 124 e 126 do Código Penal, que criminalizam a prática do aborto. A arguição de descumprimento de preceito fundamental (a ADPF 442), foi apresentada pelo PSOL em 2017, e descriminaliza mulheres que façam a interrupção voluntária da gestação até a 12ª semana da gravidez. Caso o julgamento acolha a ação, a equipe médica envolvida no procedimento também não poderá ser punida. Não há prazo para Rosa Weber apresentar o seu parecer. No encerramento da audiência, a ministra declarou que o “próximo tempo é de reflexão”. A ministra não costuma atender à imprensa e não respondeu perguntas sobre eventual data de julgamento. Leia a matéria completa. Fonte: ABr.

Colorismo – sobre tonalidades e (in)visibilidade

Por Aline Djokic – Há pouco mais de três anos eu escrevi o primeiro texto sobre colorismo. Até aquele momento, segundo minha pesquisa, não se usava esse termo para se referir à preferência de pessoas negras, com traços mais próximos àqueles tidos como caucasianos. Isso, porém, não quer dizer que o tema não tenha sido pesquisado ou comentado antes. Um bom exemplo é o trabalho de Oracy Nogueira que fala sobre o “racismo de marca” que seria o brasileiro e o “racismo de origem” que seria o estadunidense. Nele Oracy explica como no Brasil o que importa é ser entendido, lido, ou reconhecido como negro para ser discriminado, enquanto que, nos EUA, a descendência, não importando o quão remota, é o que conta. No Brasil, graus de escolaridade, situação financeira, entre outros fatores, também mudariam a percepção de negritude, enquanto nos EUA isso não faria a menor diferença. Desde o texto de Oracy, de 1954, muita coisa mudou tanto na percepção de quem é negro no Brasil, quanto de quem é negro nos EUA. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Blogueiras Negras.

Experiências de mulheres negras e o feminismo negro no Brasil

Por Claudia Pons Cardoso - À luz das reflexões aportadas por feministas decoloniais, como Lugones (2008), Curiel (2007) e Collins (2000), este artigo tem por objetivo refletir acerca dos resultados parciais de pesquisa investigativa, realizada, através de entrevistas, com mulheres negras de cinco regiões brasileiras sobre percepções e interpretações dos efeitos do racismo em suas vidas e sobre novas formas de ativismo. Explora, ainda, como estas mulheres, enquanto integrantes de grupos oprimidos, como salienta Collins (1990), detêm a vantagem epistêmica de conhecer e compreender as ações e comportamentos de ambos os grupos, dominantes e oprimidos, o que pode colocá-las em uma posição política privilegiada para avaliar a sociedade e propor  novos projetos políticos, a partir de um ponto de vista e de uma posição formada por esta dupla visão. Feministas negras brasileiras têm percorrido trilhas, visando recuperar, registrar e disseminar a produção de conhecimento das mulheres negras como formuladoras de projetos políticos em diferentes dimensões: política, cultural, religiosa. Este artigo segue o caminho dessas trilhas e tem por objetivo explorara interseccionalidade como perspectiva analítica para visibilizar a interligação entre múltiplas estruturas de dominação e as ações e práticas mobilizadas pelas mulheres negras para enfrentá-las. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Revista da ABPN, v. 10 n. 25, 2018, Dossiê Temático "Intelectuais negros e negras, séculos XIX-XXI: Desafios, projetos e memórias".

A atualidade dos conceitos de Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva para a pesquisa em educação

Por Wilker Solidade da Silva – “Entre Brasil e África: construindo conhecimento e militância”, da pesquisadora Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva é mais uma de suas obras que nos prende por todas suas páginas por estar repleta de reflexões teóricas, definidas ou (re)significadas, que nos levam a ponderar sobre a relação da pesquisa científica e o real papel da pesquisa científica brasileira. Partindo da opinião de que “Nós somos aquilo que conhecemos e fazemos”, Petronilha revisa alguns momentos de sua história que influenciaram os caminhos rumados por sua trajetória acadêmico-profissional, construindo e indicando perspectivas possíveis para se compreender a formatação teórico--metodológica de investigações científicas nas áreas das ciências humanas, em especial para a Educação, na mesma ordem que discorre sobre o lugar do pesquisador enquanto sujeito coletivo. Para a autora, são os diálogos “entre saberes acadêmicos e populares que geram conhecimentos valiosos para a Pedagogia, entendida como ciência da educação, focada nos processos educativos”, e é somente a partir dessa interação que se pode compreender com propriedade a ciência, em sua complexidade, e o real conhecimento científico. Tal conhecimento, nesta defesa, só pode ser validado se construído a partir da viabilidade de trânsito entre os significados acadêmico-científicos e a dimensão que este toma enquanto possibilidade de retorno social. Leia a resenha na íntegra. Zelinda Barros | Fonte: Educar em Revista, V. 34, N. 69, 2018, UFPR.

Vandana Shiva: aposta no Ecofeminismo

Vandana Shiva segue as lutas contra o envenenamento dos campos em seu país, a Índia — onde centenas de milhões de agricultores estão ameaçados pela concentração fundiária. Mas está informada, e mantém laços, com os que tentam resistir contra a Monsanto na Argentina, um país tão marcado pelo agronegócio predador quanto o Brasil. Em tempos de globalização selvagem, Shiva parece ter identificado um traço psico-político comum, nas ameaças aos direitos da sociedade e da natureza: a confluência de atitudes como a cobiça, o desejo de exercer poder, de controlar e de submeter a diversidade da vida às leis frias e únicas do mercado. Contra esta tendência, ela enxerga uma outra atitude, que também se espalha pelo mundo. É a busca da colaboração, do cuidado, do compartilhamento. São traços, diz, culturalmente associados ao feminino. Por isso, assim como muitos falam em Ecossocialismo, Shiva crê em Ecofeminismo. Caminhos distintos, porem confluentes, de enfrentar o que Boaventura Souza chama de uma triste coalizão entre capitalismo, patriarcado e colonialismo. Leia a entrevista na íntegra. Fonte: Outras Palavras.

Cientistas apresentam primeiro diagnóstico brasileiro de biodiversidade

Versão preliminar do sumário para tomadores de decisão do relatório foi mostrada para a comunidade científica na 70ª Reunião Anual da SBPC. De acordo com Carlos Joly, professor do Instituto de Biologia da Unicamp, esta é a última etapa do trabalho de elaboração do diagnóstico para se chegar a um documento definitivo em outubro de 2018. O capital natural do Brasil confere ao país as condições necessárias para transformar a conservação e o uso sustentável de seus ativos ambientais em oportunidades para um desenvolvimento capaz de enfrentar novas condições futuras e, ao mesmo tempo, promover prosperidade socioeconômica. Esse cenário, contudo, só será possível de ser concretizado se o papel da biodiversidade em alavancar o desenvolvimento social e econômico brasileiro for reconhecido e incentivado. As conclusões são do sumário para tomadores de decisão do primeiro diagnóstico brasileiro de biodiversidade e serviços ecossistêmicos, elaborado pela Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES, na sigla em inglês). Leia a matéria completa. Fonte: Jornal da Unicamp.

Duas faces da supressão da experiência histórica

Por Leonardo Luiz Silveira da Silva - As interlocuções interculturais como também aquelas que envolvem as identidades podem exibir a supressão da experiência histórica. Esta expressão se refere à desconsideração da experiência histórica como elemento constituinte das culturas e identidades. Quando ocorre a supressão da experiência histórica, o interlocutor terá o exercício da alteridade fragilizado. O artigo em questão problematiza as supressões da experiência histórica, refletindo sobre as suas consequências e sugerindo para as mesmas duas categorias: a macro, que envolveria um indivíduo e uma coletividade; e a micro, que envolveria o embate entre dois indivíduos. Distintas em suas assimetrias e em seus métodos, a macro e a micro supressões das experiências históricas foram inspirados em princípios pós-coloniais, mais precisamente na descrição dogmática do Orientalismo, feita por Edward Saïd. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Revista de História Bilros, v. 6, n. 11, 2018, UECE.

O que há por trás do interesse dos grandes grupos midiáticos em combater as chamadas fake news?

Por Eugênio Magno - A hipocrisia e o sarcasmo com que o tema vem sendo tratado são escandalosos. Quem encabeça grande parte das discussões e propõe regulação para combater as fake news, da forma torta como estão fazendo, são órgãos representantes da grande mídia, políticos conservadores, envolvidos em escândalos e setores do judiciário que parecem desconhecer total e completamente de que forma acontece o fenômeno da comunicação e como se dão os processos comunicacionais na mídia. “Os dispositivos digitais móveis permitem registros factuais e testemunhos muito críveis para os tempos em que vivemos. O cidadão comum se apropriou da tecnologia e saiu da condição de mero receptor de versões editadas dos fatos, ao bel-prazer da grande mídia, para o contracampo de emissor de informações. E quando lhe convém, a mídia também se utiliza, inclusive, desses registros, feitos pelo povo. Mas faz uma apropriação indevida dessa versão dos fatos; torna-se dona da voz, silenciando e invisibilizando a voz do dono. Então, por que atribuir somente às redes sociais, a prática de fake news, especialmente num momento em que excelentes comunicadores – formados e sindicalizados ou não –, realizam o ideal do bom jornalismo. Longe das censuras ideológicas e econômicas, das hierarquias dos veículos de comunicação de massa, respira-se informação democrática nos meios digitais, ainda que a contrapelo da enxurrada de fakes, trotes, piadas, pegadinhas, pirataria, mentiras, maledicências e impropérios, tão comuns na web. Tudo isso, sem nenhum tipo de controle. Diferentemente do que acontece na mídia tradicional, onde existe excesso de controle: da linha editorial e, fundamentalmente, da hierarquia, dos acionistas do grupo, dos anunciantes, da ideologia, do governo de plantão e de interesses geoeconômicos”. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Instituto Humanitas Unisinos.

EXPEDIENTE

MÍDIA NEGRA E FEMINISTA
Boletim Eletrônico Nacional
Periodicidade: Mensal

EDITOR
Valdisio Fernandes

EQUIPE
Allan Oliveira, Aderaldo Gil, Aline Alsan, Atillas Lopes, Ciro Fernandes, Enoque Matos, Eva Bahia, Guilherme Silva, Graça Terra Nova, Kenia Silva, Keu Souza, Josy Andrade, Josy Azeviche, Lúcia Vasconcelos, Luciene Lacerda, Lucinea Gomes de Jesus, Luiz Felipe de Carvalho, Luiz Fernandes de Oliveira, Marcele do Valle, Marcos Mendes, Mariana Reis, Ricardo Conquista, Ronaldo Oliveira, Mônica Lins, Silvanei Oliveira.

COLABORADORES
Juciene Santos, Erica Larusa.

CONTATO
buzios@institutobuzios.org.br
Mídia Negra e Feminista no Facebook
 
site search by freefind
 
 
INSTITUIÇÃO  |  BOLETIM    |  PUBLICAÇÕES   |   GALERIAS   |   IMAGENS   |   PERSONALIDADES  |   FALE CONOSCO
Rua Professor Isaias Alves de Almeida 222, Ed. Chapada dos Guimarães, Sala-34B - Costa Azul / CEP: 41.760-120 / SalvadorBa Tels: (71) 9102-3139 - 3342-4707
This site is copyright © Instituto Búzios
By Designer Charles Santana 2009. Instituto Buzios