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MÍDIA NEGRA E FEMINISTA
INFORME Nº 164 NOVEMBRO 2018
Rosane Borges: como foi possível o que é?

[Foto: João Carlos Megale]

Uma das avaliações deste nosso momento tormentoso considera que quando não ajustamos as contas com a história, ela volta a nos assombrar. Pressentíamos, por um lado, que aquele mal-estar derivava, em grande parte, do esgotamento do pacto da conciliação de classes, provocado pelo voluntarismo das elites que resolveram não mais descer para o playground. Aventávamos, de outro, que as esquerdas malogravam em captar os anseios dos excluídos, porque partiam do entendimento de que sabiam, à distância, o que eles queriam e desejavam. Dizíamos, ainda, que a incapacidade de se decifrar em que e como as manifestações de 2013 aspiravam a novas formas de organização política, desenhou uma linha divisória que empurrou milhões de pessoas para a extrema-direita, cuja força vulcânica foi sentida nestas eleições de 2018 (salvo engano, desde Carlos Lacerda este espectro não experimentava uma performance tão exitosa). Não é mera coincidência que fatores estruturais ou globais, somaram-se a fatores socioculturais, de natureza local, para dar uma fisionomia à crise que atravessamos. Categorias como raça, etnia, cor, sexo, religião e classe social foram acionadas para redefinir os sujeitos subalternizados e interditá-los, pela fala, ao direito à existência (“a minoria vai ter que se curvar à maioria, bradou a família Bolsonaro, pai e filhos). Alerta: recomeçar, laborar formas diferentes e inaugurais, não significa, contudo, flertar com a tábula rasa, retornar ao grau zero. Pelo contrário. Significa, antes, inventariar reflexões, sonhação e práticas que há muito estão elaborando outro mundo. Na escuta de cada época, mulheres negras e todos os habitantes das bordas do sistema vêm propondo outras formas de reconfiguração da política, antevendo as catástrofes que começam arruinando as beiradas: “da beirada se pode ver todo tipo de coisa que não se pode ver do centro. Grandes coisas, inimagináveis, as pessoas na borda veem primeiro”. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Carta Capital.

Diálogo com a Comissária Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos – OEA

Dia 08 de novembro de 2018 (quinta-feira), às 08:30hs, no auditório do CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia, situado na Praça Gen. Inocêncio Galvão, 42, Dois de julho, Centro, Salvador – BA. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH – OEA), é uma das duas entidades que integram o Sistema Interamericano de Proteção dos Direitos Humanos, junto à Corte Interamericana de Direitos Humanos, cujo mandato surge com a Carta da OEA e com a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, representando todos os países membros da OEA. Está integrada por sete membros independentes que atuam de forma pessoal, os quais não representam nenhum país em particular, sendo eleitos pela Assembleia Geral. Foi criada em 1959 pelos Estados deste Hemisfério, com o objetivo da defesa de direitos e estabelecer paz e justiça, que investiga e impõe ações que o Brasil deverá realizar para reparar os danos e evitar situações de violações sofridas. A CIDH se reúne em Períodos Ordinários e Extraordinários de sessões várias vezes ao ano. Em relação a suas observações de caráter geral sobre a situação de cada país, a CIDH publica relatórios especiais, havendo publicado até esta data 44 deles. Desde 1960 a CIDH foi autorizada expressamente a receber e processar denúncias ou petições sobre casos individuais, nos quais se alegavam violações aos direitos humanos. Até 1997 já recebeu dezenas de milhares de petições, que deram origem a mais de 12.000 processos, alguns deles em andamento. Os relatórios finais publicados em relação a esses casos podem ser encontrados no link relatórios anuais da Comissão ou na busca por país. No encontro com a comunidade, a Relatora dos Direitos dos Afrodescentes e das Mulheres da (OEA), Margarette Macaulay acolherá relatos individuais ou coletivos das violações dos Direitos Humanos sofridas por causa do racismo, sexismo, lesbotransfobias e todas as formas de opressões. Contamos com sua presença, para fortalecer a resistência na situação atual de intimidação à democracia que o Brasil se encontra para fomentar a discursão sobre a importância da defesa dos nossos direitos no que tange os Direitos Humanos. Assim reiteramos nosso convite para que participe deste momento, por entendermos o seu papel na luta contra o racismo e pela garantia dos direitos. Fonte: Instituto Búzios, Redes e Organizações Parceiras.

Jogo sobre Conjuração dos Búzios é lançado em Salvador - Download

O game foi Idealizado por Alexandre Santos, da Strike Games, em parceria com a Nix Gamelab, com músicas do mestre Tonho Matéria. “Revolta dos Búzios - 220 Anos” é gratuito e disponível para Android e Windows. O evento de lançamento aconteceu (03/11) no Museu Nacional de Cultura Afro Brasileira, na Rua do Tesouro, centro de Salvador. Em 1798, ocorreu uma revolta de caráter separatista em Salvador. Ela é conhecida por diversos nomes Revolta dos Búzios, Conjuração dos Búzios, Conjuração Baiana, Revolta dos Alfaiates. Domingas Maria do Nascimento, Luiza Francisca de Araújo, Domingas Maria do Nascimento, João de Deus,, Lucas Dantas, Manoel Faustino, Ana Romana Lopes, Luiz Gonzaga, Lucréia Maria Gercent e Vicência são alguns dos principais nomes dos negros e pardos que lideraram a Conjuração Baiana em 1798. Baixe aqui o game. Márcio Araújo | Fonte: Strike Games.

9 notas sobre a conjuntura pós-eleitoral brasileira

É preciso uma profunda avaliação do que está se passando no Brasil. Carlos Eduardo Martins, Professor Associado do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da UFRJ e Coordenador do Laboratório de Estudos sobre Hegemonia e Contra-Hegemonia (LEHC/UFRJ), propõe nove reflexões iniciais para ajudar nesta direção. 1) Perdemos para um novo ator político que sela a aliança entre uma burguesia emergente e mestiça, centrada no empresariado neopentecostal, o agronegócio, o rentismo, o baixo clero da oficialidade militar, o grande capital estrangeiro e o imperialismo estadunidense mais extremado e anti-liberal; 2) Este ator político maneja o discurso do empreendedorismo como disfarce para a eliminação de direitos sociais e imposição das mais altas taxas de superexploração do trabalho. Os direitos são tratados como privilégios e formas de opressão sobre os trabalhadores que vivem fora deste mundo, que os sustentariam com o suor do seu trabalho com o qual pagam os impostos...Leia o artigo na íntegra. Fonte: Boitempo.

Adorno: A psicanálise da adesão ao fascismo

Durante a última década, a natureza e o conteúdo dos discursos e panfletos de agitadores fascistas americanos foram submetidos à pesquisa intensiva de cientistas sociais. Alguns desses estudos, realizados segundo as linhas da análise de conteúdo, resultaram numa exposição abrangente [que se encontra] no livro Prophets of deceit, de L. Löwenthal e N. Guterman1. A imagem global obtida é caracterizada por dois traços principais. Em primeiro lugar, com a exceção de algumas recomendações bizarras e completamente negativas – confinar estrangeiros em campos de concentração ou expatriar sionistas –, o material de propaganda fascista nesse país preocupa-se pouco com questões políticas concretas e tangíveis. A maioria esmagadora das declarações dos agitadores é dirigida ad hominem. Elas são obviamente baseadas mais em cálculos psicológicos que na intenção de conseguir seguidores por meio da expressão racional de objetivos racionais. Em segundo lugar, o método dos agitadores é verdadeiramente sistemático e segue um padrão rigidamente estabelecido de “dispositivos” definidos. Isso não se liga apenas à unidade fundamental do propósito político – a abolição da democracia mediante o apoio de massa contra o princípio democrático –, mas mais ainda à natureza intrínseca do conteúdo e da apresentação da própria propaganda. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Boitempo.

As eleições do “pânico moral”

Por Bruno Antonio Barros Santos - As eleições de 2018 demonstraram toda a força política do “pânico moral” que alimenta a patrulha e a cruzada moralista contra alvos determinados. Em 1972, o sociólogo Stanley Cohen criou a expressão “pânico moral” para definir a falsa percepção de pavor de algumas pessoas em relação a um determinado grupo que, supostamente, representaria uma ameaça para a sociedade. Essa falsa percepção vem de estereótipos e da manipulação, por meio de campanhas de disseminação do medo. Eni Orlandi, referência nos estudos da “Análise de Discurso”, diz que é preciso “escutar o não-dito naquilo que é dito, como uma presença de uma ausência necessária”. Então, mesmo que o enunciador do discurso desconheça as redes de sentidos e os poderes simbólicos que formatam o imaginário, o que estará por trás dessa quantidade de espantalhos criados em torno do “pânico moral”? O reino das falácias, associado às “fake news” e somado ao poder viralizador das mídias sociais, impulsionou fortemente todo esse processo de deformação da informação, regando o terreno fértil para a criação de caricaturas que distorcem os fatos. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Justificando.

2019, o teste democrático para a nova política feminista no Brasil e na Argentina

Por Debora Diniz e Giselle Carino - O Movimento #Elenao e a luta pela legalização do aborto no país vizinho provaram a capacidade das mulheres de mobilizar multidões pelas ruas e pelas redes. Argentina e Brasil se olham pouco para contar o que se passa entre suas fronteiras. Quando muito, espiamos como está o futebol ou o câmbio do dólar do lado de lá ou de cá da fronteira. Essa miopia política está mudando e são as mulheres as protagonistas da história. São mulheres e meninas que se mobilizaram pelas redes sociais, inventaram um nome para o sentido da união, e se moveram a marchar. Ao contrário dos que analisam esses movimentos como fugazes, há algo de permanente para a consciência política – serão cidadãs com a memória de terem conhecido a multidão nas ruas. Isso altera a forma de fazer política nos dois países e faz do feminismo um aliado para os políticos progressistas e uma pedra no sapato para os conservadores. Leia a matéria na íntegra. Fonte: El País.

Elas vão feminizar a internet?

Por Mariana Valente e Natália Neris - A internet vem se apresentando como uma poderosa ferramenta para os movimentos sociais. Em particular, os feminismos vêm se apoderando dela desde os anos 1990, quando formulavam um ciberfeminismo que afirmava a excepcionalidade do ambiente digital. Transformações dos últimos 20 anos fizeram com que a internet faça parte das nossas vidas, e as nossas vidas façam parte da internet. Hoje, a rede é mídia feminista, é o palco de mobilizações online via hashtags, da organização de protestos de rua, e é infraestrutura para a formulação de novas ideias e produção de um contrapúblico feminista, a disputar discursos com a esfera pública dominante. Com a internet, as feministas revitalizaram o debate, reelaboram práticas e conseguiram levar demandas também à mídia tradicional. Por meio de uma análise dos compartilhamentos no Facebook durante a Semana Internacional da Mulher de 2018, no Brasil, apresentamos um retrato do alcance e encontro de discursos e contradiscursos. A interpretação dos resultados aponta para uma agenda de pesquisa e ações, envolvendo desde o funcionamento das plataformas até políticas de segurança digital e acesso à internet e ao conhecimento. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Sur, Revista Internacional de Direitos Humanos.

Nenhuma liberdade para os inimigos da liberdade

Por: Valerio Arcary - A experiência histórica já demonstrou que é ingenuidade imaginar que a luta ideológica contra o fascismo pode se realizar com argumentos. A luta ideológica contra o pensamento conservador, e até ideologias reacionárias, é legítima. Faz sentido a disputa de ideias contraditórias, a ponderação de valores, a esgrima de opiniões, a apreciação de conceitos, o confronto de exemplos, a polêmica de teorias, o exame de juízos. Faz sentido porque um debate honesto entre contraditórios pode ser educativo, enriquecedor e construtivo. Acontece que não há racionalidade no fascismo. O fascismo tem como programa a destruição das liberdades democráticas, a intimidação e, finalmente, a eliminação dos seus inimigos políticos. A tolerância com os fascistas abre um caminho irreversível para que os intolerantes nos destruam. Leia o artigo na íntegra . Fonte: Esquerda Online.

Empoderamento das mulheres

Por Maria Helena Santana Cruz - Este artigo tem como principal objetivo refletir sobre o empoderamento da mulher na condição de sujeito político, elemento fundamental para sua emancipação e participação ativa na sociedade. Com vistas a alcançar o objetivo proposto, desenvolveu-se um estudo de natureza teórica, em diálogo com vertentes do conceito de gênero e poder, entre outros. O empoderamento envolve um processo político para gerar compreensão dos complexos fatores que criam subordinação/exclusão das mulheres do mundo público/político e engendrar consciência sobre a reformulação/desconstrução dos atuais esquemas políticos e sociais da sociedade. Tais aspectos correspondem às alternativas de sobrevivência de várias mulheres e suas famílias, sobretudo as de baixa renda, pois levam demandas do espaço privado para os espaços públicos, influenciando nos processos de tomadas de decisões. Através de textos de autores distintos, este artigo tem como objetivo refletir sobre o processo de empoderamento, ou empowerment, de mulheres, relacionado a uma das vertentes do conceito de participação. Para tal, estabelecendo um diálogo com as formas de aquisição de poder e reconhecimento, e as ações sobre os recursos, reformulação e desconstrução dos atuais esquemas que constroem a desigualdade nos aspectos políticos e sociais. Nessa linha de reflexão, antecipa-se a hipótese de que para desafiar a sua subordinação, as mulheres, primeiro, têm que reconhecer a ideologia que legitima a dominação masculina, e, segundo, entender como se perpetua sua opressão. Esse reconhecimento questiona os valores e as atitudes que a maioria das mulheres internalizam em seus processos de socialização, desde crianças. Com resistências às barreiras e discriminações, as mulheres necessitam converter-se em suas próprias defensoras para, assim, enfrentarem os problemas e situações que as afetam, e que têm sido previamente ignoradas. Leia o artigo na íntegra . Fonte: Revista Inclusão Social, v.11 n.2, 2018, Brasília-DF, IBICT.

Mestiçagem: uma categoria teórico-política para os feminismos latino-americanos

Entrevista com María Luisa Femenías | Por Morgani Guzzo e Inara Fonseca - No primeiro quadrimestre de 2007, a filósofa feminista argentina María Luisa Femenías publicava o artigo Esbozo de un feminismo latinoamericano, onde constava o seguinte questionamento: existe um feminismo latino-americano? Dez anos depois, encontramos a filósofa durante o 13º Mundo de Mulheres & Seminário Internacional Fazendo Gênero 11, que aconteceu na Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, entre os dias 30 de julho e 04 de agosto de 2017, onde ela aceitou nos conceder esta entrevista. Nossa conversa versou sobre a atualidade de seu texto publicado em 2007, a importância de um pensamento e ação localizados e os desafios dos movimentos e das teorias feministas frente ao contexto de crise econômica e avanço de valores conservadores, principalmente nos países latino-americanos e caribenhos na contemporaneidade. Na conversa, Femenías retoma a potência da categoria mestiçagem como recurso teórico-político de coalisão entre as mulheres num momento em que a defesa dos processos democráticos exige a união. A filósofa também tratou sobre a importância dos saberes situados na construção de teorias feministas ancoradas nas múltiplas realidades. Além disso, falou das dificuldades de circulação das teorias feministas e dos estudos de gênero produzidos em contextos “do Sul” onde, pela geopolítica do conhecimento, estes campos e saberes ainda são subalternizados. Leia a entrevista na íntegra. Fonte: Cadernos de Gênero e Diversidade, v. 4, n. 3, 2018, UFBA.

Resenha | História da África e do Brasil Afrodescendente - Ynaê Lopes Dos Santos

Por Giuslane Francisca da Silva - Estudar a história da África, ou melhor, algumas histórias desse vasto continente é um dos objetivos do livro História da África e do Brasil Afrodescendente de Ynaê Lopes dos Santos. A autora optou por estruturar a obra de acordo com a clássica divisão da História (Idade Antiga, Média, Moderna e Contemporânea). No decorrer do livro Ynaê procura mostrar como ao longo do tempo o continente africano se interagiu com sociedades de outros continentes, reafirmando a concepção de que havia uma rede de relações comerciais, culturais, religiosas entre os povos da antiguidade. O segundo objetivo da obra é possibilitar que o leitor compreenda como as histórias africanas ocorreram simultaneamente a acontecimentos experimentados em outras partes do mundo, como na Europa, uma das razões para estruturar a obra de acordo com a divisão quadripartite da História, que privilegia os acontecimentos do mundo ocidental. Leia a resenha completa. Fonte: Revista Tempos Historicos, v. 22, n. 1, 2018, Unioeste.

EXPEDIENTE

MÍDIA NEGRA E FEMINISTA
Boletim Eletrônico Nacional
Periodicidade: Mensal

EDITOR
Valdisio Fernandes

EQUIPE
Allan Oliveira, Aderaldo Gil, Aline Alsan, Atillas Lopes, Ciro Fernandes, Enoque Matos, Eva Bahia, Guilherme Silva, Graça Terra Nova, Kenia Silva, Keu Souza, Josy Andrade, Josy Azeviche, Lúcia Vasconcelos, Luciene Lacerda, Lucinea Gomes de Jesus, Luiz Felipe de Carvalho, Luiz Fernandes de Oliveira, Marcele do Valle, Marcos Mendes, Mariana Reis, Ricardo Oliveira, Ronaldo Oliveira, Mônica Lins, Silvanei Oliveira.

COLABORADORES
Juciene Santos, Erica Larusa.

CONTATO
buzios@institutobuzios.org.br
Mídia Negra e Feminista no Facebook
 
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