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MÍDIA NEGRA E FEMINISTA
INFORME Nº 144 MARÇO 2017
O significado da Greve internacional das Mulheres neste 8 de março de 2017

Foto: Greve das Mulheres na Islândia em 24 de outubro de 1975
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Por Cinzia Arruzza e Tithi Bhattacharya - A greve internacional das mulheres visa encarar as degradações do capitalismo em todas as esferas da vida. Organizações feministas, populares e socialistas de todo o mundo convocaram uma greve internacional das mulheres no 8 de março para defender os direitos reprodutivos e contra a violência, entendida como a violência econômica, institucional e interpessoal. A greve ocorrerá em pelo menos quarenta países e será o primeiro dia internacionalmente coordenado de protesto em escala tão grande depois de anos. Em termos de tamanho e diversidade de organizações e países envolvidos, será comparável às manifestações internacionais contra o ataque imperialista ao Iraque, em 2003, e os protestos internacionais coordenados sob a bandeira do Fórum Social Mundial e do movimento de justiça global no início dos anos 2000. Enfatizar a unidade entre o local de trabalho e o lar é fundamental, e um princípio organizador central para a greve de 8 de março. Uma política que leve a sério o trabalho das mulheres deve incluir não só as greves no local de trabalho, mas também as greves do trabalho reprodutivo social não remunerado, as greves de tempo parcial, os chamados para redução do tempo de trabalho e outras formas de protesto que reconhecem a natureza de gênero das relações sociais. Se houver êxito, a greve internacional das mulheres marcará um salto qualitativo e quantitativo no longo processo de reconstrução das mobilizações sociais em escala internacional contra o neoliberalismo e o imperialismo, as quais vários movimentos dos últimos anos, tais como o Occupy Gezi Park, os Indignados, o Standing Rock e o Black Lives Matter, deram forma. Isso também sinalizará a possibilidade concreta de um movimento feminista novo, poderoso, anticapitalista e internacionalista. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Boitempo.

8 de março, mulheres negras e reforma da Previdência

Por Juliana Borges - Há muito, mulheres tem produzido e construído ação pelo entendimento de que não há luta emancipatória e anticapitalista sem as lutas estruturais contra o machismo e o racismo. Da compreensão de intelectuais militantes, como Audre Lorde, de que não há hierarquia de opressões, conjugando-se à teoria da interseccionalidade, mulheres tem construído lutas e ações contra opressões que perpassam todas as relações sociais e que se combinam, indissociadas, da opressão econômica. Neste contexto que podemos pensar as lutas protagonizadas por mulheres no Brasil no último período e em como elas conectam-se a esta nova onda internacional de resistência feminista. A esta emergência feminista conecta-se a emergência do feminismo negro. Articulando as lutas necessárias no país contra a ofensiva retrógrada do governo golpista de Michel Temer ao chamado internacional por uma mobilização de mulheres numa luta “contra ataques neoliberais” em escala global. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Justificando.

8 de Março: um convite à insurgência

Quem nunca ouviu falar das 129 mulheres queimadas em Nova Iorque que deram origem ao dia 8 de Março? Mas você já ouviu falar da greve das tecelãs de São Petersburgo em 8 de Março de 1917 (27 de fevereiro no calendário russo), uma grande manifestação considerada o estopim da Revolução Russa? Por Julia Gitirana - O fim do século XIX e o início do século XX foi marcado por inúmeras lutas das mulheres no mundo, com destaque para o movimento em defesa do sufrágio feminino, representado recentemente no filme As sufragistas (2015), mas também pela luta das mulheres negras lideradas por Sojouner Truthe Ida B. Wells, como relata Angela Davis no livro Mulheres, Raça e Classe (1982). A questão era tão salutar naquele tempo que, em 1907, houve a 1ª Conferência Internacional de Mulheres Socialistas com a presença de importantes intelectuais marxistas como Rosa Luxemburgo, Clara Zetkin e Alexandra Kollontai. Nesse encontro, defendeu-se que todos os partidos socialistas do mundo deviam lutar pelo voto feminino. Assim, greves passaram a correr por todo o globo, inclusive nos Estados Unidos. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Revista Prosa Verso e Arte.

Campanha 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo RJ 2017

Em 21 de março de 1960 o Apartheid, o regime racista na África do Sul, assassinou 69 pessoas e feriu 186, em brutal repressão, conhecida como “Massacre de Shaperville”. A ONU - Organização das Nações Unidas - considera essa data o Dia Internacional de Eliminação da Discriminação Racial. A luta contra o racismo se impõe no Brasil e em toda parte do mundo. Mas, é preciso pensar, aglutinar e agir. Esse é o ponto de partida da proposta dos 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo, lançada por entidades negrxs no Rio de Janeiro. O objetivo é começar o ano com o máximo de ações e discussões em todo o Rio de Janeiro mantendo vivas as conquistas de nossas lutas nos últimos tempos, e ampliar as discussões do que ainda é necessário avançar. Precisamos denunciar as mortes da população jovem negra, a destruição da Educação e da Saúde Públicas, o corte de verbas e fechamentos de hospitais públicos, pois é a população pobre, em sua maioria negra, que utiliza o SUS e demais estruturas públicas. Precisamos eliminar os altos índices de mortalidade materna registrados sobre as mulheres negras. O Movimento Negro Brasileiro – ponta-de-lança da luta contra o racismo – afirma que as desigualdades entre negros, brancos e indígenas, e entre homens e mulheres estão no fundo das desigualdades sociais, que fortalecem o sistema de poder. Temos certeza de que não se enfrenta tal situação sem ampliar a consciência sobre o racismo, o machismo e a lgbtfobia. No exemplo de Jovens que ocuparam escolas e universidades, saudamos todas e todos que lutam e, pela luta fazem avançar a Consciência Social e Histórica, para conquistarem igualdade racial e social entre homens e mulheres, cidadania, democracia e justiça social de verdade! Convocamos a sociedade do Rio de Janeiro a enfrentar e eliminar o racismo de nossa vida cotidiana, nas instituições, nas mídias, enfim, em todos os espaços. As ações públicas acontecem entre os dias 6 a 27 de março de 2017, iniciando_se com uma concentração no Largo da Carioca a partir das 13h, seguida da realização de uma aula pública com a Profa. Dra. Helena Teodoro e Prof. Dr. Renato Nogueira. Contato: contatomovimento21@gmail.com. Confira a programação completa. Luciene Lacerda e Luiz Fernandes de Oliveira, Instituto Búzios.

Instituto Búzios e organizações ambientalistas acionam o Ministério Público contra desmatamento em área de Mata Atlântica

A derrubada de uma área verde foi iniciada em Salvador, enquanto acontecia o carnaval. Moradores dos condomínios Horto São Rafael e Colinas de Pituaçu, denunciaram a arrancada de árvores em área de preservação ambiental desde o sábado (25/2). Na terça-feira (28/2) uma parte da mata já encontrava-se devastada. O serviço está sendo feito com máquinas e há homens armados circulando de moto na área, segundo os moradores, que se sentem abandonados. Policiais da Coppa-Companhia de Polícia de Proteção Ambiental estiveram no local, mas a derrubada continuou tão logo eles se afastaram. Depois da denúncia na imprensa, carros da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo, protegidos pela Polícia, chegaram ao local e o motorista de uma das máquinas foi preso. No dia 02 de março do corrente ano, a representante do Instituto Búzios, Marcele do Valle protocolou junto ao Ministério Público do Estado da Bahia, denuncia do desmatamento ilegal que está acontecendo em área de mata atlântica, localizada na Estrada do Mandú, entre São Marcos e São Rafael em Salvador. Assinaram conjuntamente com o Instituto Búzios, outras 5 (cinco) entidades ambientais atuantes em salvador, são elas: GACIAM - Grupo de Apoio à Cidadania Ambiental; GAMBÁ - Grupo Ambientalista da Bahia; Movimento Viva Pituaçu; Movimento Vale Encantado e a ONG Bicho Feliz. Acese o documento com a denuncia protocolada.

Homem Negro, Negro Homem: masculinidades e feminismo negro em debate

Por Monica Prates Conrado e Alan Augusto Moraes Ribeiro – Neste artigo, situamos a emergência dos conceitos Blackness, Black Experience e de interseccionalidades no marco da história do pensamento feminista negro, marcadamente nos Estados Unidos. Depois, por considerar que bell hooks e Patricia Collins elaboraram reflexões teóricas sobre homens e masculinidades negras a partir de uma perspectiva interseccional, damos destaque aos textos por elas elaborados, ao buscarmos pontuar, com outros autores e autoras, dentro ou fora do Brasil, de que modo estes mobilizaram ideias e perspectivas de análise que estejam ou não em conexão vinculativa com os posicionamentos teóricos dessas autoras. E, finalmente, o nosso interesse é de tornar ainda mais elucidativa a necessidade da discussão de estereótipos que possam contribuir na construção de outros sentidos, outras narrativas, outras versões acerca do debate proposto. O objetivo é apontar para a viabilidade dessas diferentes reflexões e narrativas para o estudo das masculinidades negras em torno da intersecção entre raça, gênero, classe e sexualidade no Brasil. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Revista Estudos Feministas, v.25, nº 1, UFSC, 2017.

Até quando outsiders? Gênero e raça, marcadores da persistência das desigualdades sociais

Por Yumi Garcia dos Santos - Este artigo pretende, por meio do exame da literatura consolidada, sistematizar uma sociodinâmica da exclusão de mulheres em geral, e oportunamente, das mulheres negras, nas ocupações de maior estabilidade e poder. Para tanto, partimos do conceito de figuração entre “os estabelecidos” e “os outsiders” de Norbert Elias e John Scotson como ideia chave para compreender os paradoxos da mobilidade social com base no gênero e na raça. Em seguida desenvolvemos as formas pelas quais as resistências contra a igualdade de gênero se manifestam concretamente por meio de movimentos “masculinistas” conservadores, que no Brasil têm se manifestado enquanto protagonistas da anulação da educação de gênero, por exemplo. Por fim, procuro dialogar com as pesquisas, principalmente brasileiras, que discutem sobre desigualdades de gênero, raça e classe na educação e no trabalho. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Até onde caminhou a revolução de gênero no Brasil? ABEP - Associação Brasileira de Estudos Populacionais, Belo Horizonte, outubro de 2016.

A luta das Mulheres Curdas e a Jineoloji

Jineoloji é uma nova perspetiva científica desenvolvida pelas mulheres curdas desde 2011, centrada na realidade social das mulheres a partir de uma perspectiva feminina. Através desta nova perspetiva, pretendem propor uma metodologia contrária à da visão masculina dominante sobre a existência das mulheres. Querem também contrariar a visão eurocêntrica e racista que, através de abordagens científicas de género e classe, têm abordado as mulheres como objecto de estudo. Desta forma perpetuam as estruturas de poder social, assim como os seus métodos de produção de conhecimento. Como afirmam as mulheres curdas, Jineoloji emerge como uma resposta, uma intervenção radical e uma epistemologia alternativa contra a mentalidade patriarcal no campo das ciências sociais, que serve como ferramenta hegemónica do Estado no monopólio da vida humana e da perpetuação da modernidade capitalista. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Diário Liberdade.

A questão negra entre continentes: possibilidades de tradução intercultural a partir das práticas de luta?

Por Maria Paula Meneses - Este artigo parte do desafio de que não é possível uma justiça social global sem justiça cognitiva. A partir da análise crítica das ondas de violência xenófoba que têm abalado comunidades negras vivendo na África do Sul, este artigo, cuja referência analítica assenta nas propostas teóricas avançadas por Boaventura de Sousa Santos a partir das Epistemologias do Sul, aponta para a urgência de uma leitura mais complexa e cuidada da diversidade e das hierarquias culturais, condição para uma tradução ampla do impacto da violência colonial. Assente numa reflexão sobre as discriminações raciais no Brasil e os conflitos xenófobos na África do Sul, este artigo busca propor pistas que contribuam para descentrar as narrativas eurocêntricas dominantes, apostando numa visão do social enquanto espaço plural, composto de múltiplas narrativas interligadas, frequentemente contraditórias entre si. A construção de um diálogo intercultural constitui, como este artigo defende na sua parte final, um desafio à compreensão ampla das raízes da desigualdade no mundo. Múltiplas experiências cosmopolitas caracterizam os atuais contextos urbanos no Sul global e o não reconhecimento desta vibrante e diversa realidade cultural e epistêmica constitui um compasso reivindicativo pelo ampliar dos sentidos da cidadania e das pertenças. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Combate Racismo Ambiental | Buala.

Um certo lado da história de fundação do Ilê Aiyê

Por Armando Almeida - O Ilê Aiyê é o primeiro bloco afro do Brasil. Estreia no carnaval de Salvador em 1975, inaugurando com sua atuação na festa, e fora dela, uma modalidade bem diferenciada de combate ao racismo. Uma ação organizada por jovens, inspirados pelo espírito libertário que marca decisivamente o Ocidente no final dos anos sessenta e por toda a década seguinte. A contracultura, a luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, o Maio de 68 e o Tropicalismo no Brasil são expressões desta época. Estavam todos comprometidos com mudanças de atitude e comportamentais. É precisamente neste contexto que surge a palavra de ordem Black is Beautiful. Uma das mais revolucionárias daquele momento. Em torno de seu sentido político e estético, o Ilê se organiza e ressignifica as estratégias de resistência à nossa sutil naturalização do racismo. Neste artigo, o que nos interessa destacar é que esta revolução que o Ilê Aiyê ajudou a promover e a sintetizar é resultado do cruzamento de muitas variáveis contextuais e da atuação de atores bem diversos. Histórias e contextos, equidistantes e culturalmente heterogêneos, convergiram e geraram afinidades de propósitos. Cada um dos atores envolvidos, à sua maneira, e segundo uma sabedoria acumulada, ajudou a plasmar uma nova negritude na Bahia e no Brasil. Foram fundamentais no processo de associação da negritude com a beleza. Fundamentais para que eclodisse uma negritude orgulhosa e de cabeça erguida, ciente da carga simbólica que carrega, com uma capacidade enorme de reduzir o tamanho do fardo que herdamos da escravidão, alterando mecanismos seculares de exclusão e classificação social e racial. Leia o artigo na íntegra. Zelinda Barros | Fonte: Revista Bahia com História, n.5, fevereiro de 2017.

Resenha: O Cavaleiro Negro: Arlindo Veiga dos Santos e a Frente Negra Brasileira

Por Lucas Suzigan Nachtigall - A seguinte resenha visa analisar o livro O Cavaleiro Negro: Arlindo Veiga dos Santos e a Frente Negra Brasileira, da historiadora Teresa Malatian, cujo objetivo central é abordar a participação de Arlindo Veiga dos Santos na Frente Negra Brasileira, desde sua fundação em 1931 até sua dissolução com o estabelecimento do Estado Novo em 1937. Ademais, o livro, lançado no ano passado, aborda também a formação do intelectual e sua atuação em movimentos sociais pelo fim da segregação e pela inclusão do negro na sociedade brasileira. Também são abordados aspectos das lutas, jornais e associações negras do final da década de 20 e 30. O livro discorre sobre a história de Arlindo Veiga dos Santos, ferrenho militante negro, católico e monarquista, que atuou vivamente no Estado de São Paulo durante as décadas de 20 e 30, militando a favor da inserção do negro e pela instauração, no Brasil, de uma monarquia corporativista católica ultraconservadora, distinta dos monarquistas tradicionais, reformistas e liberais. Leia a resenha na íntegra. Fonte: Revista Faces da História, v. 3, n. 2 Unesp, 2016.

EXPEDIENTE

MÍDIA NEGRA E FEMINISTA
Boletim Eletrônico Nacional
Periodicidade: Mensal

EDITOR
Valdisio Fernandes

EQUIPE
Allan Oliveira, Aderaldo Gil, Atillas Lopes, Ciro Fernandes, Enoque Matos, Erica Larusa, Eva Bahia, Guilherme Silva, Kenia Silva, Lidianny Fonteles, Lúcia Vasconcelos, Luciene Lacerda, Luiz Felipe de Carvalho, Luiz Fernandes, Marcele do Valle, Marcos Mendes, Mariana Reis, Ronaldo Oliveira, Mônica Lins, Silvanei Oliveira.

COLABORADORES
Marcelo Gonzaga, Juciene Santos, Elenice Semini.

CONTATO
buzios@institutobuzios.org.br
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