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MÍDIA NEGRA E FEMINISTA
INFORME Nº 154 JANEIRO 2018
O tempo, as ideias, o sujeito: um ensaio sobre o tema "opressões"

Por Paula Farias, e Sonara Costa - Pós-modernidade, pós-estruturalismo, pós-marxismo, anticapitalistas, são muitas as vertentes que existem no movimento de opressões, todas vinculadas de alguma forma a correntes de pensamentos que expressam uma visão de mundo, que apresentam diferentes respostas ao combate das opressões e que travam uma batalha de morte em prol de suas estratégias. Ao longo do século XX o acirramento da luta de classes impactou as elaborações dos intelectuais das mais variadas áreas, a ascensão das lutas identitárias longe de ser um capítulo a parte foi profundamente marcada por ela. Os debates, as conquistas e os interesses das ondas do feminismo servem de exemplo para acompanhar a coincidência entre a produção dos intelectuais e as vitórias, e derrotas, da luta de classes. Para compreender a marginalidade do marxismo, e a origem de algumas ideologias que encontramos no movimento hoje, é preciso voltar no tempo, e relembrar algumas elaborações características das duas primeiras ondas do feminismo, e situá-las num contexto mais geral de desenvolvimento da luta de classes. O período que corresponde a terceira onda do feminismo, já com as características de um mundo pós-queda do leste merece um texto a parte. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Esquerda Online.

O conflito de interpretações nas esquerdas a respeito das Manifestações de junho de 2013

Por João Vitor Silva Miranda - Se é comum o diagnóstico de que o Brasil se encontra em um contexto de forte polarização política nos últimos anos, o mesmo parece ocorrer no interior do campo das esquerdas. A identificação de tal divisão se mostra importante para situar o embate existente acerca de um dos eventos políticos mais importantes do Brasil nas últimas décadas: as manifestações de junho de 2013. Desde o irromper das Jornadas de Junho existiram importantes divergências acerca dos significados, do legado e do sentido predominante em tal evento, o que se solidificou nos anos seguintes. É evidente que existe uma ampla gama de posições, com suas inúmeras nuances e posições intermediárias, acerca do que foi Junho. Entretanto, é cada vez mais perceptível uma profunda divisão dentro das esquerdas a respeito daquele fenômeno, se aglutinando em duas posições antagônicas. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Revista de Ciências do Estado, v.2, n.2, p. 266-300, ago./dez. 2017, UFMG.

A mentira permanente, nossa ameaça mais mortífera

Por Chris Hedges - A mentira permanente não está circunscrita ou limitada pela realidade, ela se perpetua inclusive diante da evidência abrumadora que a desacredita. Por Chris Hedges - A mentira permanente é a apoteose do totalitarismo. Já não importa o que é verdadeiro. Só importa o que é “correto”. As cortes federais estão sendo preenchidas por juízes imbecis e incompetentes a serviço da “correta” ideologia corporativa e dos rígidos costumes sociais da direita cristã, um setor que simplesmente despreza a realidade, incluindo a ciência e o Estado de Direito, e que pretende dizimar aqueles que vivem num mundo com princípios de realidade definidos pela autonomia moral e intelectual. Isso é tão válido para a direita cristã que já está ocupando o vazio ideológico da administração Trump, junto com os corporativistas que predicam em favor do neoliberalismo e da globalização. Essa fusão dos corporativistas e da direita cristã é como um matrimônio entre o Godzilla e o Frankenstein. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Carta Maior.

O ensino de história da Àfrica: uma demanda das lutas socias

Por Carlos Eduardo Rodrigues e José Francisco dos Santos - O que testemunhamos nas escolas hoje é um reflexo da estratificação racial e de classe que está presente na sociedade em geral e que no âmbito educacional se manifesta na organização do Currículo Escolar, nas ações dos educadores, nos livros didáticos, nas relações entre professores e alunos, na linguagem usada em sala e nas demais formas de convivência dentro ambiente escolar. Sendo a escola um espaço público onde todos os direitos civis devem ser respeitados, a introdução de conteúdos escolares sobre o povo negro só começou a ser pensado após uma série de ações afirmativas impulsionadas pela própria população negra. Essas ações tiveram como objetivo construir um grupo de medidas focadas em combater a discriminação étnicaracial, religiosa e cultural, de modo a consolidar uma política voltada para alavancar benefícios sociais e direitos a favor de grupos 24 Revista Perspectiva Histórica, julho/dezembro de 2017, Nº10 O ensino de história da África: uma demanda das lutas socias discriminados e vitimados pela exclusão socioeconômica, seja no passado ou no presente, além de viabilizar a participação política desses grupos, o acesso à educação, à saúde, ao emprego, aos direitos sociais e reconhecimento cultural. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Revista Perspectiva Histórica PH, Volume: 6, n.10, 2017.

Práticas culturais, relações políticas e estratégias de luta por direito a territorialidade

Por Maria Consolação Lucinda - Este texto pretende discutir algumas situações em curso no Maranhão que evidenciam conflitos entre coletivos formados por representantes de comunidades tradicionais a partir de narrativas sobre povos de terreiro e quilombolas. Através de procedimentos de pesquisa empírica que envolveram a participação de agentes sociais e focalizaram temáticas e questões relativas as dimensões do território, da religião e da construção identitária. São narrativas que circunscrevem problemáticas cotidianas vivenciadas em alguns municípios da região denominada Baixada Maranhense e também da região Metropolitana de São Luís. Identifica-se uma crítica à perspectiva instrumentalista do uso dos recursos naturais, com ênfase nos desequilíbrios ecológicos e nos danos decorrentes de empreendimentos imobiliários, agronegócio, construção de portos e de refinarias petrolíferas etc. Leia o artigo na íntegra. Zelinda Barros | Fonte: Revista da ABPN, v. 9, Edição Especial, Dez 2017.

Revisitando os Estudos de Gênero: Mulheres Negras e o Pensamento Científico

Por Nathália Dothling Reis - Sabemos que o feminismo foi importante na crítica à suposta objetividade da ciência. Em trabalhos como os de Donna Haraway percebemos que por trás da neutralidade científica esconde-se o Homem. Mas se nos atentamos para as experiências de mulheres negras e críticas de intelectuais negras e descoloniais, vamos ainda mais longe. Através de autoras negras e descoloniais - como Lélia Gonzalez, bell hooks, Maria Lugones, Yuderkis Miñoso - trato de mostrar como o próprio feminismo e a categoria gênero têm apagado as experiências de mulheres “outras”; das mulheres não brancas. Bell Hooks questiona o próprio significado do que é ser intelectual; para ela, intelectual não é apenas alguém que lida com ideias, mas alguém que o faz transgredindo fronteiras discursivas. O conceito ocidental, racista e sexista do que é ser intelectual faz com que as mulheres negras não possam ser vistas como tais. A autora afirma que as representações globais das mulheres negras na contemporaneidade, continuam colocando-as como mais sexuais, como aberrações primitivas descontroladas, como mulheres que existem para servir às/aos outras/ os. Para ela, essa insistência cultural de que as mulhers negras sejam sempre vistas nesses papeis faz com que elas não escolham se tornar intelectuais. De acordo com a hooks o trabalho intelectual é uma parte importante na luta pela libertação, pois significa um esforço de pessoas oprimidas e exploradas que passam de objeto a sujeito e descolonizam e libertam suas mentes. Mas nesse processo, a autora não está falando de reprodução de atividade intelectual que já existe, mas de transgressão de conhecimento. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Cadernos de Gênero e Diversidade, v. 3, n.4, 2017, UFBA.

Teorias feministas da política, empiria e normatividade

Por Flávia Biroli - O artigo procura investigar o que fazemos quando produzimos teoria política hoje a partir das teorias feministas da política, situando-as relativamente aos desenvolvimentos da ciência política na segunda metade do século XX. Analisa as conexões entre o empírico e o normativo em teorias que colocam em xeque o descolamento entre o conhecimento produzido, a posição de quem produz conhecimento e os valores predominantes em dado contexto social. A partir de um conjunto heterogêneo de abordagens, afirma que as teorias políticas são teorias de gênero mesmo quando não tratam dessa temática, discutindo as fronteiras entre o que é e o que não é considerado politicamente relevante no debate teórico. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Revista Lua Nova [online]. 2017, n.102, pp.173-210.

Feminismos Subalternos

Por Luciana Maria de Aragão Ballestrin - Especialmente a partir dos anos 1980, o encontro entre pós-colonialismo e feminismo trouxe importantes consequências práticas e teóricas para o entendimento da vida das mulheres sob o impacto - passado ou presente - do colonialismo. Uma das mais evidentes foi a geopolitização do debate feminista, inaugurado pela ideia de um feminismo terceiro-mundista e pós-colonial e que, atualmente, pode ser observado na tentativa de projetar um feminismo do sul e decolonial. O presente artigo possui dois objetivos teóricos principais: (a) demonstrar o antagonismo construído desde os anos 1980 entre o feminismo não ocidental e ocidental e (b) desenvolver um diálogo crítico com a versão contemporânea do feminismo decolonial latino-americano em relação à noção de colonialidade de gênero. Proponho a noção de “feminismos subalternos” para a compreensão de um movimento paradoxal: a construção dos feminismos outros só é possível quando eles se subalternizam em relação ao próprio feminismo moderno. Como consequência, evidencia-se a tensão entre o limite da fragmentação de diferenças irreconciliáveis e a necessária cosmopolitização da agenda feminista. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Revista Estudos Feministas, v. 25, n.3, 2017, UFSC, pp.1035-1054.

Documentário revisita trajetória e pensamento do historiador Robert Slenes, referência nas pesquisas sobre escravidão

A tradição historiográfica brasileira do século XX sobre escravidão considerava que o escravo era incapaz de desenvolver junto a seus semelhantes uma identidade pessoal e uma cultura autônoma e plena de vitalidade. Segundo essa visão, o regime escravocrata esgotaria a existência dos indivíduos submetidos a ele, transformando-os em vítimas de forças externas e, portanto, incapazes de atuar como sujeitos. A partir dos anos 1980, essa abordagem começa a mudar, na medida em que historiadores incorporam metodologias capazes de apreender a cultura e o cotidiano dos escravos. Nessa revolução, o nome do historiador Robert Slenes, ligado ao Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp, surge como referência para a historiografia sobre escravidão e da cultura africana e afro-brasileira. Essa é a história contada no documentário Malungos de viagem, produzido pela Secretaria de Comunicação (SEC) da Unicamp. Dirigido pela jornalista Patricia Lauretti, com edição de Guilherme Rodrigues, aluno da especialização em jornalismo científico do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor). Leia a matéria completa e assista o documentário. Fonte: Revista ComCiência, nº 193, Labjor / Unicamp e SBPC.

Capitalismo, esquizofrenia e raça - O negro e o pensamento negro na modernidade ocidental

Por Ingrid Robyn - Crítica da razão negra, de Achille Mbembe (original em francês pela editora La Découverte, 2013), é um desses livros que nasceu já clássico: clássico não no sentido de antigo, ou imune à passagem do tempo, mas no sentido borgeano de ter sido escolhido por uma comunidade de leitores como leitura obrigatória. E o livro é, de fato, leitura obrigatória não apenas para aqueles que se interessam pela questão do “negro”,1 mas para todos aqueles que, de alguma forma, se interessam pela relação entre raça e modernidade, ou posto de outra maneira: raça, Estado e mercado. Porque o que o autor denomina devir-negro do mundo é, concretamente, uma teoria explicativa das relações entre o pensamento racial no mundo ocidental e a emergência da modernidade em sua relação intrínseca com o desenvolvimento do Estado moderno e do capitalismo. Situando-se entre a filosofia, a história e a crítica, Crítica da razão negra é, ao mesmo tempo, uma abrangente e provocadora reflexão sobre os conceitos de “raça”, “negro” e “África” no ocidente, e um panorama histórico das relações raciais no mundo ocidental entre os séculos XV e XXI. Leia a resenha na íntegra. Fonte: Revista Topoi, n.36, 2017, UFRJ.

Alteridade & Identidade em Para Entender O Negro No Brasil de Hoje, de Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes

Por Mariana Castro Teixeira - O presente artigo apresenta parte dos resultados da pesquisa sobre a trajetória do livro Para entender o negro no Brasil de hoje: história, realidades, problemas e caminhos – escrito por Nilma Lino Gomes e Kabengele Munanga –, volume didático da coleção Viver, Aprender produzida pela ONG Ação Educativa em parceria com a Global Editora. Nesse percurso, dentro da perspectiva mais ampla da atuação do movimento negro – que culminou em mudanças legislativas na primeira década do século XXI com a Lei 10.639/2003 –, buscou-se uma análise do texto desses dois autores militantes sob a ótica dos conceitos de Alteridade e Identidade. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Revista de Ciências do Estado, v.2, n.2, p. 266-300, ago./dez. 2017, UFMG.

Dossiê: intelectuais indígenas nas Américas: desafios e perspectivas

Este número especial, tem como objetivo visibilizar, através de uma pequena parte, as reflexões produzidas por intelectuais indígenas no continente, evidenciando ao leitor os aspectos epistemológicos e políticos. Entendemos que se existe um campo de reflexão estabelecido pelos nativos, dentro e fora do mundo academico, é necessario ampliar estas redes e discussões como um contraponto a onda conservadora e anti-indígena na região. Neste sentido, queremos chamar a atenção sobre o potencial crítico destas propostas indígenas, uma crítica que temos coincidido em denominar como anticolonial e que tem sua origem, em tanto praticas intelectuais e políticas, desde o momento mesmo em que os europeos asentaram seu dominio colonial no continente. Leia o dossiê na íntegra. Fonte: Revista de Estudos e Pesquisas sobre as Américas, v.11, nº 2, 2017, UNB.

EXPEDIENTE

MÍDIA NEGRA E FEMINISTA
Boletim Eletrônico Nacional
Periodicidade: Mensal

EDITOR
Valdisio Fernandes

EQUIPE
Allan Oliveira, Aderaldo Gil, Atillas Lopes, Ciro Fernandes, Enoque Matos, Erica Larusa, Eva Bahia, Guilherme Silva, Kenia Silva, Lidianny Fonteles, Lúcia Vasconcelos, Luciene Lacerda, Luiz Felipe de Carvalho, Luiz Fernandes de Oliveira, Marcele do Valle, Marcos Mendes, Mariana Reis, Ronaldo Oliveira, Mônica Lins, Silvanei Oliveira.

COLABORADORES
Marcelo Gonzaga, Juciene Santos, Elenice Semini.

CONTATO
buzios@institutobuzios.org.br
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